Vozes à margem: periferias, estética e política
Resenha do livro Vozes à margem: periferias, estética e política, organizado por Giordano Barbin Bertelli e Gabriel Feltran (São Carlos: EdUFSCar, 2017)

Resenha do livro Vozes à margem: periferias, estética e política, organizado por Giordano Barbin Bertelli e Gabriel Feltran (São Carlos: EdUFSCar, 2017)
Percebemos assim que a ideia de “intenso agora” veiculada pelo filme é aquela de um presente esgotado, encerrado em si mesmo. Um intenso outrora de cuja temporalidade passageira só resta uma melancolia inerte
No Brasil, desde 1985, o Conselho Federal de Medicina não a associa a homossexualidade a um desvio. Denota-se um consenso na área da saúde de que se trata de uma variação natural da sexualidade sem qualquer efeito danoso. Como não há doença, não há que se falar em cura. Em contrapartida, o efeito prejudicial à mente e à saúde de uma pessoa ao se tentar “curar” sua sexualidade pode ser bastante alto
Se várias universidades resolveram colocar o tema “O golpe de 2016” como objeto de reflexão e ensino, é porque o assunto é digno de ser abordado de maneira científica, metódica e sistemática. Os que possuem outra concepção dos acontecimentos de 2016 também têm autonomia para criar disciplinas e cursos que analisem a realidade sob outra ótica
Viajemos dos Estados Unidos imaginados por Margaret Atwood em The Handmade’s Tale para o Brasil, ano 2018. No dia 16 de fevereiro, logo após o carnaval, o governo federal anunciava uma intervenção federal no Rio de Janeiro. Desde então, as notícias sobre as ações no Rio de Janeiro são cada vez mais “distópicas”
A nova linguagem poética surgia juntamente com a figura do “novo homem socialista”. Era preciso uma linguagem que dialogasse com o homem das fábricas e das ruas, que abandonasse o transcendental tipicamente simbolista; uma linguagem veloz e que acompanhasse o ritmo histórico daqueles tempos
A tecnologia não serve para mudar a sociedade, apesar de o senso comum acreditar nessa ideia e de muitos comerciais usarem a palavra “revolução” para anunciar seus produtos
Mesmo antes da formação do governo já é possível tirar algumas conclusões sobre o que essa campanha eleitoral significa para o futuro da Europa e da Itália
Muito se tem escrito sobre a artimanha utilizada pelo Palácio do Planalto para não sofrer uma derrota constrangedora no pacote da Previdência. Seguramente veio a calhar, mas é pouco. O que levaria o prefeito e o governador do Rio de Janeiro a estarem fora da cidade no evento comemorativo mais importante do Brasil?
Se antes o pensamento progressista era o novo, defendido pelos jovens, hoje é visto como retrógrado, defendido pelos velhos. Discursos de ódio, conservadores, potencializam e se beneficiam com esta inclinação ao conservadorismo, em que não faltam atores que elegem seus inimigos, semeando a discórdia entre os seguimentos sociais, e elegendo a democracia como o mal a ser suplantado.
Hoje, provavelmente, todos terão medo de ir à aula, assim como amanhã e depois e todos os dias sequentes desta operação absurda
A exaltação da identidade como fixo e não relativo é a pura expressão da forma de valorização do capital como fim em si mesmo que precisa assegurar alguns indivíduos como colônia ainda viável de exploração