A escravatura atual chama-se fome
O colonialismo aqui iniciou em 1500 com a invasão portuguesa e, como Estado e como nação, seguimos desqualificando as questões estruturais responsáveis pela fome e o sofrimento social do povo

O colonialismo aqui iniciou em 1500 com a invasão portuguesa e, como Estado e como nação, seguimos desqualificando as questões estruturais responsáveis pela fome e o sofrimento social do povo
“Eu acho que o que caracteriza minha trajetória é o ativismo”. Assim Jurema Werneck se apresentou quando questionada como gostaria de ser identificada neste artigo. A entrevista, prevista para durar até 40 minutos, ganhou ares de conversa e se estendeu por quase uma hora e meia, via plataforma online. Durante este tempo, falamos sobre um amplo conjunto de temas, passando pela agenda de direitos humanos no Brasil e caminhos para a superação de alguns – e não poucos – desafios para a sua implementação: “A gente tem que voltar aos tempos radicais”.
O que a pandemia ensinou e como podemos nos preparar para os próximos anos?
Aquilo que muitos entendem como ‘natural’ na língua pode ser uma convenção, como no caso do masculino genérico. Leia artigo de Jana Viscardi sobre como a língua também figura como um espaço de disputa de poder
Resenha do livro Terror e democracia nos tempos de Stálin: a dinâmica social da repressão, de Wendy Z. Goldman
Na rede pública, mais da metade dos estudantes (53,5%) utiliza apenas celular para as aulas, enquanto na rede privada são 16%. Outro dado importante é que 50,2% de estudantes da rede privada possuem em casa até três equipamentos (computador, celular e impressora), contra apenas 11,6% da rede pública
No Brasil, ao lado de uma biopolítica neoliberal que faz viver e deixa morrer, estamos diante de uma necropolítica que faz morrer e deixa morrer, a qual se desenvolve por meio de diferentes práticas e dispositivos que contam com apoio de várias camadas da população
Uma agenda que não deve tardar, mas que falhará (e muito) na preservação da democracia
O governo norte-americano mantém uma espécie de política industrial constante, que vincula o fortalecimento do seu mercado interno e a organização do processo econômico
A crise ecológica não afeta todos de maneira igual. Da mesma forma que grupos vulnerabilizados são alvos do uso desproporcional da força por agentes policiais, também são os que mais sofrem com os impactos das mudanças climáticas e da crise ecológica, sobretudo em função do racismo ambiental e climático
Ainda que parte da sociedade esteja vislumbrando um horizonte de retorno com o avanço da vacina, há nessa volta uma verdade invisibilizada: não há perspectiva de normalidade para quem sempre esteve na barbárie. A pandemia nas prisões acumulou – e segue amontoando – incontáveis violações de direitos básicos.
Setor tem noventa acidentes de trabalho por dia e até noventa movimentos por minuto