As ruas foram eleitas, e agora?
Para enterrar o legado de Pinochet, a maioria dos 6 milhões de votantes chilenos escolheu deputados constituintes alternativos ao sistema e conectados com as agendas por direitos sociais. Mas ainda restam armadilhas

Para enterrar o legado de Pinochet, a maioria dos 6 milhões de votantes chilenos escolheu deputados constituintes alternativos ao sistema e conectados com as agendas por direitos sociais. Mas ainda restam armadilhas
Indignado com a ideia de que a ditadora boliviana Jeanine Áñez pudesse responder por seus atos diante da justiça de seu país, o Parlamento europeu votou uma resolução pedindo sua libertação. Ele parece menos preocupado com a violenta repressão que os manifestantes colombianos sofreram em maio. Dezenas de mortos e centenas de feridos não suscitaram nenhuma reação
Em 19 de maio, o ministro do Interior da França participou de uma reunião de policiais que, diante da Assembleia Nacional, exigiam o endurecimento da legislação penal. Essa anomalia democrática foi precedida de duas petições de militares de extrema direita. Alegando indignação com uma suposta moleza do poder, eles inscrevem-se na longa tradição dos golpes de Estado
A demanda das escolas por serviços tecnológicos e a incorporação desses recursos contribuem para a exponencial valorização das empresas de tecnologia enquanto favorecem a piora da desigualdade educacional e social
O mesmo governo paulista que defende vacinas e se opõe ao governo Bolsonaro segue um roteiro perturbador quando o assunto é a retomada das atividades escolares presenciais, as reais condições de segurança sanitária nas escolas ou a efetividade do ensino remoto durante o período de suspensão das atividades presenciais
A pandemia de Covid-19 veio agravar a profunda crise política, social e econômica pela qual o Brasil vinha passando; a educação não saiu ilesa, ao contrário. Para fazer frente a esse cenário, precisamos retomar um projeto de justiça social e democracia
O governo Bolsonaro vive um momento de desgastes – de redução de sua base de sustentação social, de distanciamento de alguns setores militares, de quebra de alianças com igrejas evangélicas, de derrotas no Congresso, de maiores riscos de criminalização pela CPI da Covid – que demonstram a fragilidade de sua sustentação social e política.
Segundo episódio da nova temporada da nossa série sobre mobilidade Cidade livre está no ar! Conversamos com Paíque Santarém sobre a definição de mobilidade racista. Ouça em seu tocador favorito ou nesta postagem
Em quinze anos, Gaza sofreu cinco expedições punitivas: 2006 (Chuvas de Verão); 2008-2009 (Chumbo Fundido); 2012 (Pilar de Defesa); 2014 (Fronteira de Proteção); e 2021 (Guardião das Muralhas). Israel escolheu esses nomes para poder disfarçar os agressores como sitiados
A agenda de governo em estado de exceção é o caos, destruição e morte. Ao chamar as forças armadas a normalidade desejada não é a volta à ordem constitucional, mas a permanência da exceção.
A política de desmonte da Eletrobras implementada pelo governo Bolsonaro coloca em questão a eficiência de todo o setor de energia elétrica. Leia o novo artigo do Observatório da Economia Contemporânea
Mas o que significaria liberdade nas condições atuais, para responder à pergunta inicial da Bienal “Como viveremos Juntos?” Significa aceitar nossa sociedade contemporânea, com suas diferenças nacionais, étnicas e culturais e a possibilidade de escolher trajetórias e estilos de vida diversos