Hora de defender conquistas fundamentais da democracia
A noção dos direitos relativos à liberdade, à igualdade e à solidariedade, no Brasil, está cada vez mais viva no plano do discurso e da retórica, mas não corresponde à realidade prática.

A noção dos direitos relativos à liberdade, à igualdade e à solidariedade, no Brasil, está cada vez mais viva no plano do discurso e da retórica, mas não corresponde à realidade prática.
Para entender a ascensão de Trump, contextos e proporções à parte, basta acompanhar as redes digitais brasileiras. Nelas há exemplos cotidianos do crescimento de um espírito reacionário que amalgama diversos repertórios comuns
A aposta feitas na desonerações tributárias da União feitas por Dilma Roussef como mecanismo anticíclico para manter o nível de atividade econômica, socorrer a acumulação de capital e, quem sabe, estimular o gasto capitalista não surtiram os efeitos desejados
Conseguir o visto de jornalista para a República Popular Democrática da Coreia levou dois anos. Essa concessão, porém, não quer dizer liberdade de movimento nem escolha do programa, muito menos conversas espontâneas na rua. Com poucas exceções, as autoridades decidem o que você deve ver. Mas não conseguem esconder tudo
Acenando com a ameaça da China ou da Organização do Estado Islâmico, Donald Trump prometeu reforçar os efetivos militares, modernizar o arsenal nuclear e adquirir novos navios e aviões de combate. Ele assume assim uma estratégia da Guerra Fria ainda utilizada por Barack Obama: atiçar o medo com relação ao adversário para aumentar os gastos militares
Ao colocar a instauração de uma renda básica universal em seu programa, o socialista Benoît Hamon semeou uma confusão na campanha presidencial. A ideia, que ele adotou recentemente e apresentou de forma pouco robusta, rompe com a visão de trabalho que prevalece entre os demais candidatos. E reacende o debate no seio da esquerda
O primeiro turno da eleição presidencial francesa, em 23 de abril, opõe onze candidatos bastante diferentes. Esse pluralismo é em parte eclipsado por questões jurídicas e pelo destaque da mídia às pesquisas eleitorais. Entretanto, a percepção da natureza profundamente antidemocrática das instituições francesas e europeias avança. Mas a tradução em termos eleitorais dessa nova consciência corre o risco de se perder na armadilha do “voto útil”, que opõe a extrema direita a um entusiasta da globalização
Figura obrigatória dos programas eleitorais, os projetos relativos à cultura refletem as disposições ideológicas de cada partido. Alguns veem na matéria um campo identitário, outros a enxergam como uma bagagem educativa a ser distribuída para cada um. Seu papel-chave na transformação social parece, entretanto, esquecido
Em período eleitoral, fala-se frequentemente de “reorientar” a União Europeia. O projeto é louvável, mas mais vale ser instruído pela experiência…
A estratégia conservadora de fomentar a oposição entre os mais pobres fez da imigração uma questão decisiva para numerosos franceses. Como uma vantagem inesperada a mais para a direita, essa situação impõe para a esquerda a necessidade de caminhar sobre um campo minado, além de dividi-la
A radiografia dos blocos políticos: É estranha a democracia francesa: há trinta anos, os programas dos grandes partidos não correspondem às expectativas das classes populares, que, contudo, representam mais da metade do eleitorado. Diferentemente das ideias em voga sobre o esfacelamento das divisões ideológicas, as aspirações dos trabalhadores configuram um bloco social de esquerda
Após 63 anos do fim da guerra que dividiu a Coreia, nenhum acordo de paz foi assinado para normalizar as relações entre os países. No Sul, políticos conservadores ruminam uma absorção do Norte segundo o modelo da reunificação alemã, operada pelo nocaute do regime comunista.