O passado dói
“O passado”, de Alan Pauls, é uma viagem, uma vertigem cortazariana ao fundo do coração de um homem dilacerado, feito em pedacinhos como os bilhetes e papelotes que consome sem nem mesmo saber ao certo por quêFábio Fernandes

“O passado”, de Alan Pauls, é uma viagem, uma vertigem cortazariana ao fundo do coração de um homem dilacerado, feito em pedacinhos como os bilhetes e papelotes que consome sem nem mesmo saber ao certo por quêFábio Fernandes
Mathias Reymond
Assim como “Respiração artificial”, de Ricardo Piglia, “História do pranto” já pode ser considerada uma obra importante sobre o período de exceção latino-americanoMarco Polli
Régis Bonvicino
Enquanto o governo do Chile se vê obrigado a fornecer um subsídio mensal à boa parte da população, que
nos anos 1980 foi forçada a migrar para a previdência privada, a presidente argentina Cristina Kirchner
conseguiu evitar um colapso de US$ 24,8 bilhões nos fundos de pensão ao nacionalizar as aposentadoriasManuel Riesco
Mais de 15% da população da Federação Russa é muçulmana e 8 de suas 21 repúblicas autônomas adotam
o Islã como religião oficial. É com esses argumentos que Moscou reivindica uma relação política privilegiada com
o conjunto do mundo árabe, sob o objetivo declarado de “reforçar a multipolaridade global”Jacques Lévesque
Percebe-se, pois, que já no vernáculo – été – o conceito de verão na França é completamente ligado ao passado. A estação parece nunca vir. Já foi. E não tem perspectivas de voltaDaniel Cariello
O começo do livro é engraçado, cheio de brincadeiras do tipo perco-o-leitor-mas-não-perco-a-piadaFábio Fernandes
Não se dão conta do óbvio: partir de Marianna, por causa da própria natureza da cidade, significa voltar a elaCláudio Parreira
Anne Cheng consegue encontrar uma perspectiva equilibrada ou correta para apresentar aos ocidentais uma história do pensamento chinêsAntonio Carlos Olivieri
A mim, ninguém oferecia um gole, ao velho que já passou do tempo. Mas eu não sentia. Minha boca, enrijecida, já se acostumara à posição de paralisia, lábios e gengivas endurecidas sem ambição alguma de falarDiego Viana
Toda a verborragia da imanência do nada quer disfarçar uma ruína institucional que jornalistas, críticos, curadores e artistas negaram-se a admitir por muito tempo. Não faltam recursos. Falta capacidade aos diretores e conselheiros da Fundação Bienal, imersos em querelas mesquinhasGuilherme Scalzilli