Diplô Online
Quando algoritmos se tornam instituições: política, governança e democracia na era da IA
A pergunta que move o livro é direta: e se algoritmos, sobretudo os algoritmos de Inteligência Artificial, produzissem algo semelhante?
Quando a justiça civil falha antes mesmo de começar
A gratuidade de justiça não deveria servir para maquiar desigualdade
Fascismo, totalitarismo e a classe trabalhadora sob o olhar da História
Um diálogo crítico entre as interpretações clássicas e a perspectiva da ‘história vista de baixo’
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A “solução final” da questão Palestina e o fim da utopia internacional
Após quase 80 anos da existência do Estado de Israel, o fim da linha para os palestinos parece mais próximo do que nunca, enquanto a “comunidade” internacional revela seu vazio moral
O direito à casa, à cidade, à urbanidade, e a escala 6×1
Quanto ao direito à cidade, não basta reviver uma prática política que o coloque em seu foco central, apenas partindo de serviços e redesenho de partes da cidade
Roteiro conhecido, destino incerto
O país montanhoso que até ontem estampava revistas de viagem e cartões postais; hoje, ocupa manchetes com tumultos, renúncias de primeiros-ministros e protestos incendiários. O que está acontecendo? Não se preocupe, não pretendo explicar.
Terra global pela dignidade
A Terra Global pela Dignidade é a luta pelo direito à vida, pela proteção da infância, pelo resgate dos pactos do pós-guerra
A aliança das civilizações
Em Istambul, numa de suas últimas ações como secretário-geral da ONU, Kofi Annan condena os que apostam no choque entre culturas, e destaca: as diferenças — de opinião, cultura, crença e modo de vida — foram sempre o motor que levou a humanidade adianteKofi Annan
O novo despertar do Vietnã
Lutando contra traumas de duas guerras, o país atrai investimentos, cria pólos de alta tecnologia e influi nos rumos Sudeste Asiático. Uma abertura cultural vai deixando para trás o “realismo socialista”. O PC procura uma modernização na qual mantenha o controle do poderJean-Claude Pomonti
Generosidade ou cinismo?
Bizarro projeto: a pretexto de construir, em Jerusalém, um “Museu da Tolerância, o Centro Simon Wisenthal pretende profanar o cemitério mais sagrado dos muçulmanos na PalestinaAmnon Kapeliouk
Quando os museus viram mercadoria
Em busca de novas fontes de dinheiro e prestígio, grandes museus do mundo partem para o aluguel de acervos, relações submissas com o mecenato, atração obsessiva de público. Que isso significa para a preservação das obras e das próprias idéias de arte e cultura?Philippe Pataud Célérier
Como evitar a catástrofe climática
Falta incluir, no debate sobre o aquecimento da Terra, um dado essencial. As energias limpas já são uma alternativa viável. A humanidade só permanece refém dos combustíveis fósseis e nucleares porque a mudança de paradigma ameaça os interesses de mega-corporaçõesHermann Scheer
O general-presidente também é biógrafo
Lançada como sucesso nos Estados Unidos, a autobiografia de Pervez Musharraf tem atmosfera de mistério. Talvez para combinar com as ambigüidades do personagem…Jean-Luc Racine
A Rússia busca seu lugar no mundo
Reportagem em Moscou: quinze anos após o fim da era soviética, o país cresce, recupera sua auto-estima, livra-se dos laços que o prendiam aos EUA e quer ser um ator de destaque no cenário global. Até onde vai o autoritarismo de Putin e quais as “alternativas” da oposiçãoJean-Marie Chauvier
Até onde irá Bento XVI?
Ao ressuscitar a missa em latim, o papa faz uma concessão simbólica aos católicos tradicionalistas. Mas para liquidar o impulso do Concílio Vaticano II, ele teria de investir contra valores muito mais profundos, como a liberdade religiosa, o ecumenismo e a visão positiva da humanidadeMichel Cool
Somália
Na virada do ano, o governo Bush abriu, no “Chifre da África”, uma nova frente de sua “guerra contra o terrorismo”. Mas assim como se deu em Cabul (2002) e Bagdá (2003), a tomada de Mogadíscio não resolve um problema — apenas o inicia…Ignacio Ramonet
Em vez do Estado, os mecenas
A começar do Louvre, os museus franceses dependem cada vez mais de financiadores privadosPhilippe Pataud Célérier
Um bonde chamado esquizofrenia
Por que Paris, teoricamente contrária à anexação de Jerusalém Oriental, finge desconhecer a participação destacada de duas empresas francesas numa obra que pode aprofundar o apartheid racial e segregação dos palestinos na cidadeDominique Vidal, Philippe Rekacewicz
E se a França ousasse?
Um conjunto de circunstâncias dará a Paris, nos próximos dois anos, condições de questionar a tendência mercantilista da União Européia. A pergunta é: os candidatos às eleições presidenciais, em tese favoráveis à proposta, estarão dispostos a levá-la adiante?Bernard Cassen
Elogio da pequena edição
Movidas pelo amor à literatura e empenhadas em oferecer diversidade, as editoras não-comerciais têm prosperado. Mas não dever haver ilusões: para que esta aventura prossiga, é preciso salvá-las do mundo das selvas e dos predadoresPierre Jourde
Pinochet sem pena nem glória
“De suas vítimas, de todos os que o resistiram, do presidente Allende, fica o exemplo moral. Dele, nada resta digno de ser lembrado — somente o odor fétido que os bons ventos do Pacífico logo se encarregarão de levar”. Um texto do escritor chileno Luis SepúlvedaLuis Sepúlveda
Para refundar a União Européia
Novas dúvidas e questionamentos abalam o grande projeto europeu, no momento em que se expande para 27 países. Para evitar que a crise se aprofunde, a saída é pensar num continente articulado por visões comuns de mundo — não pelas forças cegas do mercadoPaul Thibaud
Nos bastidores da vitória de Rafael Correa
Emergência do movimento indígena, uma sucessão de presidentes derrubados, crise do neoliberalismo na América Latina. Graças a tudo isso, um economista de classe média e idéias não-convencionais é o novo presidente do EquadorMaurice Lemoine
O mal-estar dos muçulmanos britânicos
Seis meses após os atentados de Londres, as autoridades continuam em busca de políticas que evitem a segregação da comunidade árabe. Mas a política externa de Tony Blair e a discriminação social de fundo podem anular esta tentativaWendy Kristianasen
Ponta de lança do neoliberalismo
Ao longo dos últimos anos, dirigentes da União Européia têm procurado difundir a impressão de que são favoráveis a regras mais justas para o comércio internacional. Infelizmente, isso não passa de miragemBernard Cassen
Ariel Sharon mandou matar Arafat?
Revelados em livro recém-publicado, diálogos entre o ex-primeiro-ministro israelense e um amigo íntimo reforçam a hipótese tenebrosaAmnon Kapeliouk
A Índia em busca do poderio perdido
Como o segundo país mais populoso do planeta age para se transformar em potência mundial. O complicado xadrez das relações com EUA, China e Rússia. O drama: nos planos de poder, eliminar a pobreza e exclusão maciças não é prioridadeMartine Bulard

