Diplô Online
O aborto que o Brasil não quer ver
A criminalização pune mulheres pobres e absolve homens que abandonam filhos e causam tragédia socioeconômica
Passados traumáticos e futuros incertos no Antropoceno
Em O global e o planetário, o historiador indiano, Dipesh Chakrabarty investiga a humanidade enquanto força geológica que transforma a história do planeta
A rota de Brasília a Belém para a COP30, a COP da participação social
É sabido, contido em relatórios internacionais e na experiência prática das pessoas, que a crise climática agrava as desigualdades existentes
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Mississípi e seus pântanos
Capítulo inédito do novo livro de Jamil Chade, Tomara que você seja deportado: uma viagem pela distopia americana (Editora Nós), que será lançado em 31 de julho, na Flip
A crônica de um naufrágio anunciado
O recente episódio da imposição de tarifas comerciais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — como aço, alumínio e carne, setores tradicionalmente ligados à base de apoio bolsonarista — abre espaço para uma reflexão mais ampla: até que ponto Bolsonaro e Trump tem contribuído, inadvertidamente ou não, para o fortalecimento de seus próprios adversários?
Sem justiça racial e de gênero não há justiça climática
Em meio a discussões técnicas sobre finanças climáticas, perdas e danos, tecnologias e adaptação, um ponto precisa ganhar muito mais força: a certeza de que não existe justiça climática possível sem enfrentar de forma explícita o racismo ambiental e as desigualdades de gênero
O sionismo cristão no Brasil e na Guatemala
Apesar da diferença de escala institucional entre os dois países, é importante
destacar a origem comum das iniciativas: o campo evangélico conservador. A retórica do sionismo cristão mobiliza símbolos bíblicos e a ideia de bênção divina para justificar o apoio político a Israel, reforçando o papel de ambos os países como “aliados espirituais” e seculares
A morte gosta da pobreza
O maremoto que atingiu a Ásia não poderia ser evitado, mas seus efeitos seriam tão desastrosos em um país rico?Frédéric Durand
Contra a ditadura do inglês
Para as elites planetárias, o inglês seria a língua da “comunicação internacional”. Contra essa miragem ideológica, é preciso construir um mundo poliglotaBernard Cassen
A impostura do Nobel de economia
O prêmio instituído pelo Banco da Suécia nada tem a ver com o Nobel e servem para endeusar economistas americanos da Escola de ChicagoHazel Henderson
O triunfo do pós-colonialismo
A União Européia tenta impor acordos, baseados no princípio do livre comércio, que violam a soberania e impedem a emancipação dos países africanosRaoul Marc Jennar
Dos confins ao centro da galáxia
O sistema de funcionamento linguístico galáctico não caiu do céu: é o resultado histórico do curso do poder, de guerras, invasões, migrações, colonizaçõesBernard Cassen
Comemorações…
O evento hollyoodiano que se tornou as comemorações do 60º aniversário da libertação dos últimos prisioneiros de Auschwitz pelo Exército Vermelho não conseguiu cobrir o vazio de significado e a indiferença, impedindo a verdadeira compreensão da empresa de genocídio nazistaDominique Vidal
A direita americana ataca a ONU
Um conveniente escândalo foi armado para desacreditar as Nações Unidas e seu trabalho de minimizar as conseqüências trágicas do embargo imposto ao Iraque durante doze anosJoy Gordon
A reinvenção da Ásia
Para dar sentido à identidade asiática, é preciso transcender o nacionalismo e superar a dicotomia ocidente versus oriente, numa nova visão da história mundialWang Hui
Os escravos do celular
O avanço espetacular da telefonia móvel no mundo vende a ilusão de liberdade e nos torna dependentes do “contato permanente”Dan Schiller
A lei, ora, a lei…
Os Estados Unidos apóiam seqüestros em território venezuelano e homenageiam paramilitares na fronteira da ColômbiaHernando Calvo Ospina
Nas fronteiras do Plano Colômbia
Do Panamá à Venezuela, o Plano Colômbia consolida a política de ingerência americana na região e viola a soberania dos países, provocando crises diplomáticas que chegam à beira de conflitos militares
Entre o nacionalismo e o islamismo
Nos cinco estados da Ásia Central que foram parte da União Soviética, a independência nacional não significou democracia ou desenvolvimento econômicoVicken Cheterian
O Irã na linha de mira
Por trás da aparente calma nas ruas do Irã, transparece a preocupação com a ameaça americana de fazer do país o próximo alvo da “guerra contra o terrorismo”Ignacio Ramonet
O que está em jogo no xadrez ucraniano
Os projetos eurasianos de Putin, sua retomada dos programas de armamento nuclear, o reexame das privatizações “ilegais” dos anos 1990 são sinais do vigor da Rússia e de sua “capacidade de prejudicar”, diante do qual a revolução laranja da estratégica Ucrânia, irrigada de dólares norte-americanos, veio bem a calhar
Os danos do movimento perpétuo
O barateamento e a proliferação dos transportes obedece à lógica neoliberal que acarreta devastações energéticas, ambientais e sociais, demandando uma reorientação fundamental do lugar deste setor na economiaPhilippe Mühlstein
Após o tsunami
Cada catástrofe revela, em lente de aumento, o desespero estrutural dos mais pobres. Por que não aproveitar a atual comoção universal para exigir a implementação imediata da taxa internacional de solidariedade apresentada à ONU em setembro passado?Ignacio Ramonet
Contagem regressiva
Depois de 50 anos de crescimento exponencial, a atividade humana rivaliza de agora em diante com as forças da natureza. Se interceptarmos toda energia irradiada pelo sol, teremos uma alternativa importante para evitar a crise energética, mas também ela tem seu limiteRoland Lehoucq
Mídias em crise
A queda de circulação dos jornais e a concentração de veículos nas mãos poucos grupos ameaça o pluralismo, a independência jornalística e a democracia. Além da concorrência implacável da Internet, esta crise é fruto da perda de credibilidade da imprensa escritaIgnacio Ramonet
Com que armas eu vou?
Autoridades francesas já implementam política estratégica de informação econômica, mas a Europa permanece desarmadaAli Laïdi
Quando os Estados Unidos provocam um confronto
Barrar as ambições nucleares de Teerã aparece como o objetivo imediato de Washington, mas a principal intenção da estratégia regional dos Estados Unidos permanece, a longo prazo, o mesmo de1979: derrubar a República Islâmica do IrãWalid Charara

