A Bauhaus: entre a memória, o revisionismo e a AfD
Vanguarda, holocausto e memória na disputa político-civilizatória

Vanguarda, holocausto e memória na disputa político-civilizatória
O governo federal multiplica as compras militares, mas sem um verdadeiro comando estratégico. Nesse vazio, a Rheinmetall se impõe como a grande beneficiária de uma política de defesa cada vez mais opaca e difícil de controlar
Cada vez mais empresas alemãs reorientam sua produção para o setor militar. Para os trabalhadores e os sindicatos, essa mudança alimenta um dilema difícil de resolver
Muito antes de Berlim se tornar, logo após a queda do Muro, a capital europeia das minorias sexuais, uma vanguarda lutou, na Alemanha de Guilherme II, pela despatologização e legalização da homossexualidade e pela legalização da interrupção voluntária da gravidez. Esses pioneiros também desenvolveram reflexões sobre a identidade de gênero e viabilizaram uma das primeiras mudanças realizada no registro civil
Episódio envolvendo a fala de Friedrich Merz revela o contraste entre a centralidade amazônica no clima e a visão eurocêntrica que ainda orienta decisões globais
Guinada com a política de Donald Trump acendeu um alerta global, colocando em risco conquistas democráticas antes consideradas consolidadas
Secretário-geral do Partido do Trabalho da Bélgica (PTB), que conquistou uma vitória histórica nas eleições federais de 2024, Peter Mertens apresenta aqui a análise de sua organização política diante da perspectiva de um grande rearmamento europeu para enfrentar a “ameaça russa”. Ao contrário dos discursos dominantes, lembra ele, preparar a paz não implica necessariamente fazer a guerra
Instalar, a título de transição, Adolf Hitler e seus aliados no poder para melhor impor aos alemães um modelo liberal e autoritário – esse foi o plano executado pelo centro e pela direita no início dos anos 1930. O que veio depois é bem conhecido, exceto as concessões, os cálculos dos aprendizes de feiticeiro e, sobretudo, as imprecisões do bloco burguês, que hoje merecem ser relembradas
Recessão econômica, ascensão da extrema direita, política externa errática: a Alemanha chega em crise às eleições legislativas antecipadas de 23 de fevereiro. Favoritos, os conservadores devem precisar compor com os sociais-democratas e talvez também com os Verdes. Este partido, antes pacifista, surge agora como a ponta de lança do novo belicismo alemão
Obcecados pelas formas mais institucionais da política, os partidos tradicionais alemães deixaram definhar a rede associativa e militante que envolvia a juventude nas pequenas cidades do leste. A extrema direita aproveitou a brecha. Para um público adolescente, ela destila seu racismo viril como uma poção de orgulho contestador e moderno
Concebida pelo regime da Alemanha Oriental como uma vitrine da ideologia de Estado, Eisenhüttenstadt foi construída do zero a partir de 1950, nos arredores de um grande complexo siderúrgico. Desde o início, seu status de cidade-modelo socialista se manifestou por meio de uma simbiose única entre arte e arquitetura. Às vésperas do 75º aniversário de sua fundação, sua história e seu patrimônio têm despertado um novo interesse
Aliada indefectível de Israel por razões históricas facilmente compreensíveis, a Alemanha adotou desde 7 de outubro uma posição de apoio incondicional ao governo de extrema direita de Tel Aviv. Nesse processo, o país reprime as populações muçulmanas em nome da luta contra o antissemitismo