Economia digital como caminho para a reindustrialização do Brasil
País perde oportunidade de diversificar sua indústria ao priorizar setores defasados

País perde oportunidade de diversificar sua indústria ao priorizar setores defasados
O uso de novas tecnologias com o objetivo de vigilância é uma condição sine qua non do capitalismo algoritmizado, colocando a privacidade como um privilégio. Por isso, a regulação das Big Techs é urgente
Quem vencerá a batalha global dos algoritmos e das máquinas “que aprendem”? Os Estados Unidos ou a China? Por trás dessas questões esconde-se uma realidade mais prosaica. Para as empresas do Vale do Silício, o momento é propício para captar centenas de bilhões de dólares em subsídios públicos, mesmo que isso signifique tornar ainda mais dramático o confronto entre Washington e Pequim
Os primeiros estudos sobre algoritmos não conseguiam demonstrar como Alphabet, Meta, Amazon, Netflix e Uber os utilizariam para potencializar seus lucros, prever comportamentos, vigiar pessoas e gerenciar trabalho
As ferramentas de vigilância policial com base no Big Data e na inteligência artificial se multiplicam em várias cidades francesas. Graças a experiências lideradas por grupos privados que procuram alcançar o nível da concorrência norte-americana ou chinesa, a smart city revela seu verdadeiro rosto: o de uma cidade vigiada
Na década de 1970, o filósofo Herbert Marcuse fez um prognóstico pessimista, dizendo que a tecnologia seria responsável pela “escravidão universal” da humanidade. A escravidão, infelizmente, acredito que tenha superado as expectativas de Marcuse.
O domínio e a manipulação das informações pessoais levavam ao poder uma personalidade educada, distinta, progressista e liberal. Quatro anos depois, Hillary Clinton entrou em campanha…
Por muito tempo, os Estados toleraram todas as infrações cometidas pelas indústrias digitais, seja em termos de fiscalização, propriedade intelectual ou vida privada. Era preciso ser “rápido e quebrar coisas”, nas palavras de Mark Zuckerberg. Mas a correlação de forças mudou. A questão não é mais saber se a atividade desses grupos será regulamentada, mas como