O crime e a corrupção que destroem a Amazônia
Segundo a Transparência Internacional, o Brasil ocupa o 96° lugar em índice de corrupção. Na Amazônia isso é mensurável com os dados da criminalidade na área ambiental

Segundo a Transparência Internacional, o Brasil ocupa o 96° lugar em índice de corrupção. Na Amazônia isso é mensurável com os dados da criminalidade na área ambiental
Muito se tem dito em defesa da Amazônia, mas já se ouviu o que os povos amazônicos têm a dizer sobre isso? Essa problematização nos indica duas ideias deste ensaio: o modo como Brasil produziu historicamente formas de encobrimento da Amazônia e o modo como os povos amazônicos, apesar de toda a violência, construíram um legado teórico e político que nos oferece outros horizontes de sentido para a vida no planeta
Ao contrário do que apregoa o discurso do governo federal, o garimpo ilegal praticado nas TIs não é atividade exclusiva de uma massa de homens pobres que enfrentam a floresta em busca de sobrevivência. É, na verdade, um empreendimento empresarial que envolve uma gama de atores altamente capitalizados
No primeiro dia de governo, Bolsonaro editou MP para reorganizar os órgãos da Presidência e os ministérios. No segundo, um decreto reformulou a estrutura e as competências do Ministério do Meio Ambiente, desfazendo algumas das principais estruturas e atribuições da pasta. Iniciava-se, assim, o pesadelo da destruição sistemática e incessante das principais bases da política socioambiental brasileira
A luta histórica dos povos indígenas contra a mineração em suas terras ganha mais um capítulo com o apoio de Jair Bolsonaro à exploração. Leia o primeiro artigo da série Amazônia em conflito.
Ferrovia EF-170 MT/PA impactará 48 áreas protegidas, entre terras indígenas e unidades de conservação, e pode fazer o Brasil renunciar à Convenção 169 da OIT
As políticas públicas implantadas na região para atendimento à população infanto-juvenil ainda carecem de uma melhor adequação ao contexto do território e de uma construção participativa de seus arranjos) em que se reconheçam as crianças, adolescentes e jovens efetivamente como sujeitos de direitos
Dados, produzidos por meio de parceria entre cientistas e movimento social, demonstram as ameaças da expansão da soja com foco na pressão fundiária, contaminação por agrotóxicos e destruição do meio ambiente. E também apontam para a importância da agricultura familiar na segurança alimentar da região
Na última semana, vimos um vai e vem de cartas, consultas e pronunciamentos a propósito da Cúpula de Líderes convocada pelo presidente dos EUA, Joe Biden.
“Converso com os velhos da comunidade no final de tarde, depois de um longo dia de trabalho. Eles são grandes cientistas e compreendem bem as mudanças climáticas”. Leia o relato de Francineia Fontes Baniwa sobre a situação dos indígenas que vivem na região do Alto Rio Negro
Trinta anos atrás uma grande “corrida do ouro” tomava conta do território yanomami causando degradação social e ambiental, situação que arrefeceu após a demarcação da Terra Indígena Yanomami em 1992. Hoje, sob o governo Bolsonaro, a invasão garimpeira volta a assombrar o destino dos Yanomami e Ye’kwana, assumindo proporções inimagináveis. Mesmo repaginado, com novas estruturas e formas de atuação, o garimpo segue deixando rastros de morte pela floresta, especialmente agora com a Covid-19
Tratado tende a reforçar o modelo de dependência pós-colonial de exportação de commodities e importação de industrializados, além de impactar importantes políticas de fortalecimento da agricultura familiar e tradicional e programas de compras públicas, que já vêm sendo sucateados. Para o Cerrado, alvo da expansão da captura de terras, seria uma verdadeira catástrofe