MAS define candidatos sob ambiente de repressão na Bolívia
Presidente Evo e militantes escolhem binômio enquanto governo transitório militariza as ruas e implementa estado de exceção com o aumento da violência política

Presidente Evo e militantes escolhem binômio enquanto governo transitório militariza as ruas e implementa estado de exceção com o aumento da violência política
No poder desde 2006, o presidente boliviano, Evo Morales, vai disputar um quarto mandato em outubro. Suas políticas de redistribuição permitiram a emergência de uma classe média diversa. Porém, menos militantes do que no passado, essas parcelas da população não partilham necessariamente dos valores dos dirigentes a quem devem sua ascensão
Por que atacar esta importante força, as cooperativas de mineiros, uma das partes interessadas nos movimentos sociais que apoiam Morales? Provavelmente, antes de mais nada, por causa da queda do preço das matérias-primas, que estrangulou as finanças públicas, obrigando o Estado a procurar novas receitas
Enquanto as forças conservadoras avançam no continente sul-americano, um país permanece ancorado à esquerda: a Bolívia de Evo Morales, onde a contestação se concentra cada vez mais no seio do próprio campo político do chefe de Estado. A história singular do partido presidencial, o Movimiento al Socialismo, esclarece essa situação surpreendente
O desafio colocado em 2017 no Brasil não é de símbolos ou palavras de ordem, apenas, mas a esquerda precisa mostrar para a sociedade quais as saídas que poderão ser adotadas para a grave crise. É preciso enfrentar com clareza o novo momento, e levar em consideração que o atual estágio da economia não permitiria mais um Governo de consenso. Como diria o poeta: Nada será como antes, amanhã!
Nobel da Paz em 1980, ativista argentino diz que situação da Venezuela exige serenidade. Para ele, divisão social pode ser resolvida pelo diálogo político. “Desde o governo de Hugo Chávez, a Venezuela sofreu com as agressões dos Estados Unidos, que não quer perder a hegemonia continental, e intervém em todos os governos e suas respectivas economias”
Em dezembro de 2013, enfrentamentos opuseram forças policiais bolivianas e crianças que protestavam pelo direito de trabalhar. Evo Morales, celebrado como um dos dirigentes mais progressistas do mundo, disse que “estava ali para escutá-las” e decidiu baixar a idade legal de trabalho de 14 para 10 anos. Não é preciso diRobin Cavagnoud
Derrota acachapante na Venezuela, virada à direita na Argentina, crise econômica e política no Brasil, manifestações de rua no Equador: a esquerda latino-americana entrou em pane. As maquinações de Washington não bastam para explicar tal esgotamento.Renaud Lambert
Para a esquerda, a luta não termina após a vitória nas urnas. A chegada ao poder inaugura novas batalhas pois as forças conservadoras não se desarmam, elas resistem, conspiram, corrompem. Tanto que a onda vermelha iniciada em 1998 começa a ser revertidaÁlvaro Garcia Linera
“Quando os Estados Unidos espirram, a América Latina fica resfriada”, costumava-se dizer. Os miasmas já não descem do Norte: eles cruzam o Pacífico. Mas a ameaça continua. Na década de 1950, Raúl Prebisch analisou os perigos dessa dependência em relação aos sobressaltos de economias estrangeiras: Reino Unido, Estados URenaud Lambert
Nas próximas semanas, o Tribunal de Haia vai decidir sobre um contencioso de mais de um século. Derrotada na Guerra do Pacífico, a Bolívia perdeu seu acesso ao mar para o Chile. Atualmente, o lado econômico, ligado à criação de um corredor que facilitaria as relações comerciais de todo o continente com a ÁsiaCédric Gouverneur
Discretos sobre o sucesso dos governos latino-americanos de esquerda, os grandes meios de comunicação o são igualmente quanto… aos fracassos dos poderes conservadores… Aí incluídos os assuntos de segurança. Em setembro, 43 estudantes foram assassinados quando protestavam contra reformas liberais na educaçãoSerge Halimi