Como conter a pulsão de morte bolsonarista
É preciso fortalecer as instâncias mediadoras da modernidade que coajam e constranjam os bolsonaristas a respeitarem os acordos de convivência social

É preciso fortalecer as instâncias mediadoras da modernidade que coajam e constranjam os bolsonaristas a respeitarem os acordos de convivência social
Esses que fomentam e participam de movimentos neofascistas não são doentes e nem loucos
Neste artigo, produzimos um rápido panorama da operação do bolsonarismo na Câmara dos Deputados, com atenção aos partidos do Centrão, e nos governos estaduais. Ainda que a vitória de Lula tenha colocado fim ao governo Bolsonaro, não é possível afirmar que o bolsonarismo, entendido como um conjunto de ações e discursos conservadores e autoritários, tenha terminado
A ascensão de Bolsonaro e do bolsonarismo dialoga com as marcas de continuidade com o passado autoritário e com a tradição do anticomunismo. Porém, é importante destacar que não se reduzem à reprodução desse passado, sendo também construções do tempo presente, reações a mudanças políticas que ocorreram após a Constituição de 1988 e durante os governos do PT
Dos resultados nas eleições à capacidade de pautar o debate público, não faltam sinais de consolidação da ultradireita. O diagnóstico ainda deixa, todavia, perguntas no ar. Qual é o papel de Bolsonaro? Há uma coincidência entre bolsonarismo e ultradireita? Para onde vai a parte da coalizão bolsonarista afinada com os discursos e performances da direita tradicional?
Até a posse de Lula na Presidência da República, haverá tensão política, violência e instabilidade institucional crescentes. A extrema direita, recusando-se a aceitar o resultado das eleições, propõe o golpe de Estado e a violência aberta contra os petistas e seus aliados.
Sobre os escombros da democracia, a partir da costura de uma frente ampla encabeçada por Lula, o que podemos esperar da vida pública, econômica e política, nos próximos anos e no próximo período de governo?
O futuro ex-Presidente da República, Jair Bolsonaro, ao reconhecer indiretamente o resultado das urnas das eleições para Presidente de 2022, alegou sempre ter jogado “dentro das quatro linhas da Constituição”. No entanto, ficou um questionamento: quais são as tais ‘quatro linhas da Constituição’ sustentadas pelo derrotado nas urnas?
A espiritualidade que nos congrega pode ser linda, o seu uso militar, político e comercial é uma desgraça
É urgente colocar o nazifascismo na ilegalidade, conforme dispõe a lei, punindo rigorosamente os seus militantes e financiadores
Os seguidores do atual presidente Jair Bolsonaro, quando confrontados com a quebra de sua crença na reeleição, experimentaram a chamada dissonância cognitiva
Ao longo do governo Bolsonaro tivemos diferentes falas alegando uma certa insanidade ou “loucura” do presidente, e, agora, vemos pessoas pedindo pela “intervenção psiquiátrica”. É preciso problematizar que o que está sendo denominado de “loucura” precisa ser reconhecido como parte de um projeto de sociedade.