Se conectar com o presente e desejar o futuro através do cinema
Documentários fabulam futuros possíveis frente à crise climática e propõem imagens utópicas para lidar com os lutos do presente

Documentários fabulam futuros possíveis frente à crise climática e propõem imagens utópicas para lidar com os lutos do presente
Peças do clássico da dramaturgia brasileira ocupam palcos da cidade de São Paulo com interpretações que destacam protagonismo feminino
A partir desse ano, o Fórum deixa de ser apenas um evento periódico para afirmar-se como uma plataforma permanente de produção de conhecimento, articulação regional e incidência política
Porque a democracia brasileira recorre ciclicamente a figuras que prometem a redenção “de fora”, e como o cinema ajuda a desmontar esse mecanismo de manutenção do status quo
Maior acervo audiovisual da América do Sul completa oito décadas celebrando uma série de conquistas, mas segue em busca de financiamento consistente
Em Obsessão, seu mais recente filme, Curry Barker se insere em uma longa tradição de obras que levam a sensação do desejo ao seu ápice.
Em entrevista, Débora Butruce diz que o setor da preservação vive seu melhor momento, mas ainda carece de solidez. Entre restaurações premiadas internacionalmente e políticas públicas que mal saem do papel, a memória do cinema brasileiro segue dependendo de arranjos frágeis
“A lacuna é nossa primeira informação”, escreveu Jean-Claude Bernardet sobre a historiografia do cinema brasileiro. Para escrever a história do que o tempo e o descaso apagaram, é preciso seguir os rastros que os acervos guardam
Vivemos uma contradição: o país que abriga a maior população negra fora da África ainda não dispõe de uma política consistente de acesso à produção, internacionalização e memória do cinema feito por esta comunidade
Em 30 de maio, celebramos o nascimento da cineasta que transformou a câmera em voz íntima e revolucionou o olhar feminino nas telas
Filme da brasiliense Rafaela Camelo retrata a inocência da infância e o desprendimento da velhice frente a questões existenciais
Com um longo histórico em documentários e prestes a lançar seu novo longa de ficção “O riso e a faca” no Brasil, em 30 de abril, o diretor e roteirista Pedro Pinho discute em artigo os ecos do colonialismo europeu que presenciou durante sua experiência ao filmar na África Ocidental. Eleito um dos dez filmes do ano pela celebrada Cahiers du Cinéma e premiado no Festival de Cannes 2025, O riso e a faca acompanha Sergio, um engenheiro ambiental português que se muda a trabalho para uma metrópole na Guiné-Bissau, onde estabelece uma relação com dois moradores locais, Diára e Gui. Inspirado na música de Tom Zé, o longa é uma coprodução entre Portugal, França, Romênia e Brasil, assinada pela produtora Tatiana Leite, da Bubbles Project. Rodado entre o deserto da Mauritânia e a Guiné-Bissau, o filme mergulha na complexa relação entre a Europa e África, investigando novas expressões que essa dinâmica ganhou ao longo dos séculos