Memorando de Entendimento é descumprido por Israel um dia depois de assinado por Trump
Mais do que uma derrota política, o conflito lança dúvidas sobre a própria superioridade militar dos Estados Unidos

Mais do que uma derrota política, o conflito lança dúvidas sobre a própria superioridade militar dos Estados Unidos
A invasão da Venezuela funciona, assim, como advertência e laboratório
É possível imaginar relações internacionais codificadas e impostas ao resto do mundo por países da América Latina, África, Cáucaso ou Ásia? Dificilmente, e por uma razão: desde o século XVII, o direito internacional espelha os interesses das grandes potências. Suas formas contemporâneas, como as Nações Unidas, ainda representam as estruturas – muitas vezes lamentavelmente impotentes – dos Estados dominados
Enquanto o cessar-fogo em Gaza reforça a posição do Hamas no plano interno, a ONU examina a candidatura da Palestina a Estado-membro, demanda apresentada pelo presidente Mahmoud Abbas. Este, bastante enfraquecido, se bate contra Israel, os EUA e diversos países europeus, mas também contra o ceticismo dos palestinosLeila Farsakh
O “genocídio” dos albaneses no Kosovo, que se fingiu tentar impedir a qualquer custo, seria um genocídio de fato ou a tentativa dos Estados Unidos, via Otan, de impor sua dominação sobre os Bálcãs? Daí a recusa obstinada dos aliados de qualquer solução diplomática
No futuro, o Conselho de Segurança, núcleo institucional da ONU, deveria contar com não cinco, mas uma dezena de membros permanentes com direito de veto, entre os quais Índia, Brasil, Japão, Nigéria e África do Sul
Sob a bandeira das Nações Unidas, o envio de capacetes azuis tende a se generalizar. Mas com qual finalidade? Para evitar qualquer desvio, seria conveniente ao menos aplicar à risca a Carta de São Francisco. Em 1990, por exemplo, o curso da crise do Golfo teria sido mudado…
A Organização das Nações Unidas, que fracassou em diversas situações, não se tornou um instrumento incontestável de segurança coletiva. Mas continua sendo um insubstituível escudo multilateral, que poderá no futuro contribuir para reforçar uma ordem internacional aceita por todos
Em 1948, os EUA hesitaram em reconhecer Israel. Em 2011, eles não têm dúvidas quanto a bloquear a entrada da Palestina na ONU. O veto, encorajado pela União Europeia, visa, mais uma vez, adiar a decisão e apostar em negociações bilaterais, fadadas ao fracasso dado o desprezo de Israel pelo direito internacionalAlain Gresh