Mentiras Plausíveis
Como no caso dos bancos, o sistema de saúde é drenado por meio de “saques” que excedem a capacidade de gerar novos tratamentos e outros produtos, como respiradores, medicamentos, máscaras, luvas, desinfetantes etc.

Como no caso dos bancos, o sistema de saúde é drenado por meio de “saques” que excedem a capacidade de gerar novos tratamentos e outros produtos, como respiradores, medicamentos, máscaras, luvas, desinfetantes etc.
Diante dos diferentes desafios (sanitário e econômico), parece haver um consenso entre muitos analistas: não há solução para a crise pela via do mercado. Da utopia à distopia liberal, ao que tudo indica caberá a Covid-19 jogar a pá de cal no neoliberalismo e na globalização econômica iniciada há quatro décadas
O coronavírus, como um tsunami, vem atingindo um país após o outro. Ainda não há vacina que impeça sua transmissão, tampouco remédios comprovadamente eficazes para o tratamento da Covid-19. Felizmente, temos no gasto público uma poderosa ferramenta para enfrentar a pandemia e seus efeitos econômicos devastadores
O coronavírus, que por muito tempo será erroneamente descrito como causador da recessão desta década de 20, foi para o neoliberalismo um oportuno estopim para a correção de preços da bolha financeira gigante que já era esperada a estourar, e deu uma sobrevida ao sistema que estava vendo ganhar espaço propostas alternativas, inclusive em potências como os EUA.
A oposição entre a dinâmica do mercado e o estado social que estruturou os debates ao longo do século XX não é mais suficiente para resumir as relações entre economia e sociedade.
A crise econômica se agudizou rapidamente à medida que as expectativas empresariais se deterioravam e as necessárias medidas de isolamento social iam sendo implementadas país afora. Como reflexo, as aludidas estimativas de crescimento econômico adentraram o terreno negativo no final de março (-0,59% no último dia daquele mês)
Artigo do Observatório da Economia Contemporânea traça esquema das estruturas do governo Bolsonaro e analisa a dinâmica do governo tocada por essa distribuição de poder
A volumosa necessidade de recursos financeiros só pode ser satisfeita, nas circunstâncias atuais, pela emissão de moeda e o endividamento líquido do governo central
Aparentemente, o programa de enfrentamento à crise é robusto, alcançando cerca de 10,3% do PIB, mas na verdade ele é bem menor. Veja no mais recente artigo do Observatório da Economia Contemporânea
A verdade é que, em maior ou menor grau, democracias contemporâneas se disciplinaram às chantagens do fundamentalismo de mercado (a expressão se popularizou com o sociólogo americano Fred Block). O senso comum econômico – repetido a cada notícia de jornal, incorporado a cada decisão jurídica, normalizado em cada conversa informal – tem cumprido o papel de estabelecer os vínculos entre reformas e políticas liberais e bom desempenho econômico.
A manutenção da disputa política em alta voltagem segue sendo outro alicerce político de Jair Bolsonaro. Na linha do seu jogo de luz e sombra em relação ao Congresso Nacional (Câmara e Senado), e às medidas adotadas pelos governadores, soma-se à sua plataforma discursiva a reiterada minimização dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, contrariando mais uma centena de países.
Qual o fator que prevalece sobre o mercado de trabalho com vistas à manutenção do nível de emprego: redução de custos e queda na demanda? Mais um artigo imperdível do Observatório da Economia Contemporânea