Armas, privatizações e tribunais
As principais propostas dos seis candidatos mais à direita na disputa para a prefeitura do Rio de Janeiro: Eduardo Paes, Marcelo Crivella, Paulo Messina, Glória Heloíza, Luiz Lima e Fred Luz

As principais propostas dos seis candidatos mais à direita na disputa para a prefeitura do Rio de Janeiro: Eduardo Paes, Marcelo Crivella, Paulo Messina, Glória Heloíza, Luiz Lima e Fred Luz
Na capital pernambucana, a forma mais sofisticada de a oligarquia se manter no poder foi incorporar parte das lutas da esquerda como plataforma política
Não há dúvida de que Porto Alegre fez uma virada à direita no século XXI, mas é preciso pontuar dois aspectos: há um eleitorado de esquerda e centro-esquerda expressivo na cidade e o município – assim como o estado do Rio Grande do Sul – nunca elegeu governadores e prefeitos da extrema direita
A entrada de Bolsonaro na disputa municipal de Fortaleza ocorreu no início de outubro. Em live transmitida no dia 8, o presidente afirmou: “Em Fortaleza tem um capitão lá. Se Deus quiser vai dar certo, já está na frente”, numa clara referência ao Capitão Wagner, que despontou em primeiro lugar nas pesquisas
Desde o fortalecimento da extrema direita, a partir de 2016, os embates em favor da democracia se fizeram urgentes. Contudo, a agenda política progressista parece não ter dado a devida importância às conexões entre a questão municipal, a questão democrática e as políticas urbanas
Esses acontecimentos, pouco divulgados por aqui, dizem alguma coisa. Que a cidadania, quando mobilizada, garante a democracia e faz prevalecer os interesses das maiorias.
As próximas eleições municipais se dão num contexto extremamente negativo. Desde que encerraram a fase distributiva e inclusiva, em 2014, é o sétimo ano de paralisia econômica e de caos político, com volta da fome, elevação da mortalidade infantil, destruição ambiental e uma economia que entra em 2020 com o nível de produção que regrediu, em termos reais, para 2012.
Encontrado em vários países e contando com diversas feições, os governos locais e grupos identificados com o “novo municipalismo” têm buscado construir renovadas formas de ampliação da democracia a partir da esfera local.
O principal desafio é construir poder político a partir do território em que as pessoas vivem, por meio da mobilização da cidadania. O objetivo maior é que as pessoas se reapropriem do poder de decidir sobre a própria vida, retomem a gestão do que é público, invistam na construção de bens comuns, debatam um novo projeto de sociedade, mais justa, mais solidária, mais cooperativa, com governos preocupados com a qualidade de vida das pessoas, não em facilitar para grandes empresas suas oportunidades de negócios, como é agora.