EUA
Destruir Teerã ou conter Pequim?
Por que Donald Trump ordenou o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani? Quem ele consultou antes de se envolver nesse projeto perigoso? Sua decisão não foi unanimidade em Washington. Os falcões anti-iranianos são contrários porque para eles o Oriente Médio é um front secundário que desvia o país de seu principal problema: a Ásia e a China
No Iraque, a dança do sabre entre Estados Unidos e Irã
A febre baixou entre Washington e Teerã, mas os enfrentamentos podem reacender a qualquer momento por causa das manifestações no Irã, do calendário eleitoral norte-americano, do estado de desenvolvimento do programa nuclear da República Islâmica… ou simplesmente porque a rivalidade oferece fundamentos que organizam os dois países
As possibilidades abertas por Donald Trump…
O processo de impeachment de Donald Trump começou a tramitar em janeiro no Senado, enquanto, a partir de 3 de fevereiro, iniciam-se as primárias que devem definir seu adversário nas eleições presidenciais de novembro. Ambos os eventos são dominados por suas ações, comentários e personalidade. Contudo, se alguns democratas têm como único programa combatê-lo, outros veem bem mais longe
E, agora, o Ucraniagate!
Hillary Clinton recentemente acusou Tulsi Gabbard, parlamentar democrata candidata nas prévias para as eleições presidenciais de 2020, de ser uma agente russa… É nesse clima que o Congresso iniciou um processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. Uma conversa dele com seu homólogo ucraniano serve de prova de acusação
A Otan, até quando?
Hoje, a União Europeia possui uma maioria de Estados que participaram das aventuras imperiais dos Estados Unidos; repercute a interferência de Washington na América Latina; finge se opor aos caprichos do governo Trump, mas volta para a fila assim que este ameaça puni-la.
Como os Estados Unidos arruinaram suas universidades públicas
A transformação das universidades públicas norte-americanas em mais uma modalidade de negócios foi um “grande erro”, afirma professor da Universidade da Califórnia com livro sobre o tema
Washington contra Pequim
A China sucede assim o “Império do Mal” soviético e o “terrorismo islâmico” como adversário prioritário de Washington. Mas, diferentemente da União Soviética, ela dispõe de uma economia dinâmica, com a qual os Estados Unidos registram um déficit comercial abissal.
A geopolítica da crise venezuelana
A ofensiva de Washington contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, está apoiada no consentimento dos dirigentes conservadores da região, cada mais majoritários. Graças a eles, o intervencionismo norte-americano pôde maquiar-se com uma preocupação humanitária
“Qual é sua raça?”
Você é “negro”, “branco”, “ameríndio”, “asiático”? Há dois séculos, os habitantes dos Estados Unidos devem declarar sua “raça” aos agentes do censo. Instrumento de políticas contra a discriminação, as estatísticas étnicas assim obtidas terminaram reforçando o sentimento de pertencimento identitário, sob o risco de legitimar as divisões que elas supostamente combateriam
“Não tínhamos dinheiro nem para comprar um bebedouro”
Há cerca de dez anos, ser socialista nos Estados Unidos ainda era um trabalho para abnegados. A candidatura de Bernie Sanders nas primárias democratas de 2016 – quando ele surpreendeu as expectativas, mas perdeu a indicação para Hillary Clinton – tornou essa opção menos ingrata, assim como testemunha a narrativa de uma nova experiência militante
Socialismo nos Estados Unidos: por que hoje?
Nem a eleição de um bilionário nem o forte crescimento econômico impediram a alta na popularidade de personalidades que se proclamam socialistas nos Estados Unidos. A desigualdade de renda e a precariedade do emprego explicam esse paradoxo aparente. Porém, no século XX, quando o capitalismo norte-americano também não tinha um caráter social, poucos o combatiam

