A política externa do governo Trump 2.0
Ainda é difícil anunciar linhas diretas de atuação na política externa, mas é possível prever que haverá impactos sobre o Brasil e as eleições presidenciais em 2026

Ainda é difícil anunciar linhas diretas de atuação na política externa, mas é possível prever que haverá impactos sobre o Brasil e as eleições presidenciais em 2026
Como garantir que a máquina governamental esteja totalmente alinhada com os projetos presidenciais? Segundo Donald Trump, nomeando aliados para cargos estratégicos, dando um peso significativo à segurança e colocando instituições e círculos de conselheiros mais ou menos informais em concorrência entre si. A abordagem disruptiva e original do ocupante da Casa Branca pode, no entanto, encontrar limites rapidamente
Antes colocada no centro dos grandes projetos europeus, a crise climática desapareceu rapidamente dos discursos. Os dirigentes do Velho Continente escolheram alimentar outra ambição: investir maciçamente em defesa para enfrentar a Rússia e satisfazer as exigências de Donald Trump. No entanto, com a economia desacelerando, quem pagará o preço desse keynesianismo militar?
Obnubilados pela Rússia, os dirigentes do Velho Continente não previram o golpe… Ao lançar as negociações de paz sem eles, acompanhadas de concessões importantes, o presidente Donald Trump oferece ao Kremlin uma saída do atoleiro ucraniano, mas também uma vitória estratégica. E a era geopolítica inaugurada no pós-Segunda Guerra Mundial parece se fechar
Diante de mais quatro anos de governo Trump, do protecionismo crescente e da ascensão de governos autoritários ao redor do mundo, é fundamental buscar os caminhos para que o futuro não seja pior do que o passado
O retorno de Trump traz para a esquerda latino-americana a necessidade de se questionar como oposição ao espectro do libertarianismo conservador que está emergindo do Norte para exercer força no Sul global
O país que se gaba de premiar o mérito, agora desmantela programas de inclusão e marginaliza a ciência em nome de uma suposta moralidade
Muitas coisas podem ser obtidas de um chefe de multinacional, desde que ele se sinta ameaçado por um Estado. Essa constatação chega a surpreender após trinta anos de discurso sobre a impotência do político
O retorno de Trump ensaia uma forte reação dos EUA contra o desgaste de sua posição no mundo, mas pode ser o “canto do cisne” da hegemonia estadunidense e, com ela, da teleologia liberal que serviu de bússola ideológica à radicalização da acumulação de capital no pós-Guerra Fria
A luta pela causa climática vinda dos países “ricos monetariamente” é decepcionante (em maior ou menor grau) apresentava e metas um pouco ambiciosas, em descompasso com a realidade dos desastres que, dia após dia, impactam as vidas dos seres humanos e de outros seres vivos
Uma fusão cibernética entre o autoritarismo racial e cultural do nazismo com o individualismo extremo e a desregulamentação promovida pelo libertarianismo, resulta em uma distopia tecnocrática conduzida por uma elite midiático-econômica, onde a liberdade é redefinida como dominação privada
Em menos de 24 horas no cargo, Donald Trump pretendeu mudar a percepção de quem é norte-americano. Essa pretensão não é nada trivial e se for bem-sucedida, ela pode alterar, por completo, o âmago dos Estados Unidos, seu tecido social, suas nuances culturais e até a sua base laboral e eleitoral