Plataformas digitais, responsabilidade social e danos comunitários
Privatização indiscriminada de “espaços públicos” de participação e efeitos sociais da desinformação exigem regulação e fiscalização mais rigorosas das plataformas digitais no Brasil

Privatização indiscriminada de “espaços públicos” de participação e efeitos sociais da desinformação exigem regulação e fiscalização mais rigorosas das plataformas digitais no Brasil
A defesa pela volta do voto impresso não serve para alcançar maior segurança ou agilidade – comprovadamente menores –, mas prepara uma alternativa a questionar o resultado das eleições.
A busca pela verdade deve estar acompanhada de um método de análise histórica, que compreenda os agentes e suas narrativas, quais disputas estão em jogo enquanto as mentiras são formuladas e que tipo de interesses elas estão atacando ou defendendo
A proliferação de fake news ilustra a invasão do espaço público pela mentira. Seria simples incriminar as redes sociais e os mentirosos que perturbam a vida pública. No entanto, sufocando a livre e racional troca de ideias sobre a “comunicação”, nossas democracias destroem o sentido das palavras e impedem que a verdade surja
Além dos cuidados com a higiene, o uso de máscaras e o distanciamento físico, a vacinação em massa apresenta-se como a alternativa mais consistente e eficaz para combater não só a propagação do novo coronavírus, mas também de evitar seus efeitos mais drásticos em termos de saúde pública
Partimos do pressuposto de que os grandes monopólios da mídia reproduzem as mesmas práticas de fake news e censura que afirmam discordar
Contradição, inverdade, e negação da gravidade do vírus marcam as estratégias discursivas do presidente na lógica que a crença pessoal se sobrepõe à verdade factual
As fake news sempre fizeram parte da nossa história e sempre foram capazes de impactar fatos históricos com todas suas consequências econômicas e sociais.
Pesquisa lançada pelo Intervozes conclui que medidas são insuficientes e reforçam o poder das plataformas digitais
Confira com exclusividade a apresentação do e-book Desinformação: crise política e saídas democráticas para as fake news (Intervozes/Veneta). Organizado pela autora do texto a seguir, a jornalista Helena Martins, professora da UFC, ele investiga o fenômeno que mudou o cenário político mundial nos últimos anos, da eleição de Trump à de Bolsonaro. O livro traça um panorama amplo e aprofundado das fake news e apresenta o fenômeno da desinformação em toda a sua complexidade: discute o conceito e suas origens históricas, a relação sua com a crise política e as estratégias utilizadas em diferentes países para enfrentar o problema, além de apresentar propostas concretas para lidar com a questão no Brasil. O lançamento acontece nesta terça, dia 9 de junho, em uma live às 16 horas com a participação de Helena e do jornalista Leonardo Sakamoto. A transmissão será pela página de Facebook da Veneta e no canal de YouTube do Intervozes
As mentiras que têm circulado contribuem para a tomada de decisão das pessoas e atualmente elas estão expostas a mensagens conflitantes que partem, de um lado, do presidente da República e, de outro, de um conjunto de organismos internacionais, cientistas, imprensa e alguns governadores de estado.
Talvez não seja por acaso que Bolsonaro acuse a imprensa de histeria, essa que se encontra tão confundida com a feminilidade ao ponto que, ao exprimir a palavra de histeria já se configure como uma ofensa às mulheres, conforme ensina o dicionário, “hyster”, do grego, designa útero. Porém, há algo que Bolsonaro ignora para além dos riscos de seu discurso irresponsável, neoliberal e genocida: que há na histeria um potencial político e produtivo.