Aborto: Antes da legalização, o combate militante na França
Depoimento de Sylvie Rosenberg-Reiner, médica e militante pelo direito ao aborto e pelos direitos da criança, morreu em julho de 2014.Sylvie Rosenberg-Reiner

Depoimento de Sylvie Rosenberg-Reiner, médica e militante pelo direito ao aborto e pelos direitos da criança, morreu em julho de 2014.Sylvie Rosenberg-Reiner
Criaturas frágeis e oprimidas que desaparecem sob o xador ou a burca. Essa é a eterna representação das mulheres árabes proposta pela mídia ocidental, misturando despreocupadamente contextos e nacionalidades. Tais mulheres estariam, portanto, fora do seu tempo?Sahar Khalifeh
Quatro anos após a queda do ex-presidente Zine al-Abidine ben Ali, as diferenças de condição entre as mulheres refletem uma Tunísia dividida no plano político e enfraquecida pelas desigualdades sociais e disparidades regionaisFlorence Beaugé
O Senado francês suprimiu, em julho, a medida central de um projeto de lei destinado a “reforçar a luta contra o sistema de prostituição”: a punição dos clientes. Os debates revelam a prevalência da nova forma de considerar a prostituição: um desafio de lutas sindicais, por liberdade, antes de ser uma questão feministaMona Cholllet
Com o triunfo republicano nas eleições legislativas de 2010, os militantes contra o aborto retomaram o controle. Sua tática consiste em aprovar em cada estado da Federação leis mais e mais restritivas ao direito de interromper a gravidez, tornando seu exercício quase impossível. A última trincheira: a Suprema CorteJessica Gourdon
Com a crise, voltaram os discursos exigindo a volta das mulheres ao lar. Se por um lado se instaurou a igualdade de direitos, por outro essa medida não mascara as desigualdades na prática: na casa ou no trabalho, a dominação masculina ainda é a regra
Presa diversas vezes nos EUA, Emma Goldman exilou-se na Rússia em 1917 e, 20 anos depois, combateu o fascismo na Espanha. Anarquista, foi também uma ardente feminista que, apesar de algumas concepções datadas, várias vezes antecipou suas herdeiras da luta pela igualdade de gênero
Temos pouco contato com a realidade das mulheres nos outros países, em especial na Ásia e na África, mas a verdade é que a reivindicação de mais liberdade e condições igualitárias perpassa povos e credos e cresce junto com a ocupação cada vez maior do espaço públicoCamille Sarret
Em 2010, a Marcha Mundial de Mulheres realizará sua terceira ação internacional, que terá mobilizações em mais de 40 países em torno de quatro campos principais: trabalho das mulheres (por autonomia econômica); bem comum e serviços públicos; violência contra as mulheres; e por paz e desmilitarização
No campo, a condição serviçal das mulheres fica ainda mais evidente: além do trabalho na roça, a jornada feminina inclui também o cuidado com a casa e os filhos. Vivendo num espaço predominantemente conservador, elas precisam se organizar e consolidar estratégias para combater a opressão do dia-a-dia
A discriminação contra a mulher é um fator que, na maior parte das vezes, está presente e fundamenta a violência sofrida. Coloca a mulher em situação de inferioridade e de subordinação, limitando sua autonomia, seu poder de escolha e de decisão, bem como o seu reconhecimento como pessoa dotada de direitos e de igual dignidade em relação ao homem.