As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras
Como é possível um libanês bater no peito com orgulho de sua origem e apoiar no Brasil um governo que é conivente com a destruição dos seus patrícios?

Como é possível um libanês bater no peito com orgulho de sua origem e apoiar no Brasil um governo que é conivente com a destruição dos seus patrícios?
Se direitos fundamentais podem ser relativizados sempre que encontram interesses econômicos suficientemente poderosos, então a Constituição deixa de funcionar como limite ao poder e passa a ser submetida a ele
Reter, burlar ou repassar tardiamente recursos de campanha destinados a candidaturas negras constitui uma forma de violência política de raça e gênero, operada para perpetuar a política como feudo exclusivo da branquitude e do patriarcado
As conferências contra o racismo de Santiago e de Durban contaram com a participação ativa e decisiva dos movimentos negros brasileiros, demonstrando que é possível criar processos emancipatórios mesmo dentro das estruturas hegemônicas da ONU
Lula se mostra à altura da tarefa de mostrar o que a esquerda pode ser e como ela pode recuperar vigor através de pautas populares
O objetivo fundamental do Centrão é, e sempre foi, o poder. Entenda-se por poder como cargos no Poder Executivo federal, recursos do orçamento, benefícios governamentais e tudo isso em troca de votos. O Centrão tem sede de poder financeiro, não importa o regime, não importa qual seja o partido que esteja na cadeira presidencial
Enquanto em algumas políticas públicas a mudança de governo realmente foi refletida nas suas decisões, o tema dos agrotóxicos seguiu com o mesmo ritmo de liberação de venenos do governo anterior
As falhas na circulação das informações do poder público, que deveriam ser de forma aberta e de qualidade, mas não são, resultam no favorecimento de agrupamentos que teriam recebido premiações de formas controversas, posto que existem lacunas nos dados públicos e seguem ainda obscuros em alguns pontos
Derivada do grego kakistos (superlativo de “mau”) e kratos (“poder”), a palavra significa “o governo dos piores”. Inventada no século XVII para descrever a ascensão política de cidadãos menos qualificados ou menos escrupulosos, ela ganhou um novo fôlego com as eleições de Donald Trump e Jair Bolsonaro
Temos de entender como uma proposta tão errática, do ponto de vista institucional, e tão pífia, do ponto de vista dos resultados, examinados à luz das próprias promessas, consegue obter aprovação entre tantas pessoas
Além de confundir a população com o argumento de que as humanidades seriam um mero reduto de “doutrinação marxista”, o governo Bolsonaro lançou mão do falso argumento de que seria preciso “focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte”, como veterinária, engenharia e medicina.
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Silvio Caccia Bava