Historiografando o trauma familiar da violência de Estado da ditadura
Como narrar o trauma familiar da violência de Estado?

Como narrar o trauma familiar da violência de Estado?
As comemorações do 7 de setembro, os monumentos públicos e a historiografia oficial moldaram uma memória nacional que exaltou a unidade política, silenciando os conflitos sociais e marginalizando o papel das classes populares no processo de independência e na formação do Estado brasileiro
Benigna Cardoso dá nome a complexo turístico em construção no Ceará. Embora seja exaltada como símbolo de pureza, sua história reacende reflexões sobre a violência contra mulheres
Mussolini procurou fazer o possível para identificar o Estado com a Igreja Católica, no intuito de crescer sua popularidade e encontrar apoio e legitimidade por parte da religião. Foram anos de negociações, que esquentavam e esfriavam – principalmente pelos casos de violência contra a Ação Católica praticados por grupos fascistas
Ao divulgar a foto do “abraço”, o regime excluiu a narrativa da violência e impôs uma narrativa de pacificação, redefinindo quem tem “competência para ver e qualidade para dizer
As guerras acarretam outros efeitos sociais negativos afora o número de óbitos, os quais tendem a perdurar por muito tempo e comprometer diversas gerações. Podem ser mencionados o deslocamento de contingentes populacionais, a fragmentação de comunidades, o aumento da violência e da criminalidade, a destruição de infraestrutura essencial, o exacerbamento da pobreza e da desigualdade social, o comprometimento educacional do povo, a violação de direitos humanos e a estigmatização e discriminação de grupos envolvidos
Após a derrota dos nazistas e de seus colaboradores franceses, seria concebível que jornalistas cujos veículos recomendaram a execução de membros da Resistência e a deportação de judeus retomassem o trabalho? A resposta foi negativa. A Libertação da França foi seguida, portanto, de um expurgo geral da profissão. Às vezes bem detalhados, os processos estão disponíveis ao público e seu exame nos ensina muito
O “massacre” é lembrado todos os anos em cerimônias e serviços memoriais, servindo de alerta para o risco de genocídios e limpezas étnicas em conflitos contemporâneos. No entanto, o negacionismo e as tentativas de minimizar ou reescrever o ocorrido persistem, especialmente entre setores da liderança sérvia da Bósnia
A participação massiva da população negra no conflito expressa contradições profundas da experiência popular em 1932, onde a busca por inserção social e reconhecimento cidadão coexistia com a perpetuação de práticas racistas mesmo no interior das forças constitucionalistas
É importante caracterizar de forma precisa a atual extrema direita para saber como combatê-la
Descobertas no Bixiga e no Campo da Pólvora, ocorridas nos últimos anos, podem representar a chance de nos reavermos com uma história que precisa ser conhecida.
Terceiro artigo da série Haiti em foco apresenta o peso da dívida na história do país caribenho