Na internet, a combinação de novas e velhas formas de concentração
Aos nossos velhos monopólios de mídia somam-se agora os novos monopólios digitais. Confira a seguir o sexto artigo da série sobre os proprietários da mídia no Brasil

Aos nossos velhos monopólios de mídia somam-se agora os novos monopólios digitais. Confira a seguir o sexto artigo da série sobre os proprietários da mídia no Brasil
Estamos dando ao ódio uma dimensão muito maior do que a que ele realmente tem
Falar de incidência política na atualidade é abordar as ruas e as redes virtuais como espaços de disputa. Uma vez que essa sociedade em rede tem em sua centralidade processos de comunicação, não tomá-los como arenas de ação diminui o alcance e a força dos movimentos
Sabemos que a corrida eleitoral vai ser acirrada. Não tanto pelos candidatos fortes que temos, mas muito mais pelas disputas narrativas empreendidas por seus eleitores e os inúmeros veículos de comunicação. A arena certamente será o WhatsApp, que vem se tornando também importante substituto de veículos tradicionais de comunicação
A reforma política favoreceu campanhas mais ricas e o modelo de negócios do Vale do Silício, além de se esquecer de proteger a diversidade de candidaturas e pautas
A tecnologia não serve para mudar a sociedade, apesar de o senso comum acreditar nessa ideia e de muitos comerciais usarem a palavra “revolução” para anunciar seus produtos
A grave crise da imprensa iniciada nos anos 2000 se encerrou, ao menos no plano econômico. De um lado, os grupos tradicionais que apostaram nas assinaturas e na informação on-line paga se recuperam. De outro, emergem dezenas de sites de variedades inteiramente dependentes da publicidade – e do número de páginas visitadas
Sophie Eustache e Jessica Trochet
O verdadeiro bastidor da política é a economia e não os corredores do Congresso Nacional, os jantares entre políticos, as relações entre representantes dos três poderes e entre estes e outras figuras da sociedade, as articulações e alianças partidárias, etc. Tudo isso serve bem como objeto para comentaristas de política das grandes empresas de mídia, que acabam fazendo uma espécie de coluna de fofoca sobre as celebridades do poder. Maurício Abdalla
As pegadas que deixamos na internet, as informações dos smartphones e nossas atitudes nas redes sociais não são cobiçadas apenas pelas agências de inteligência: elas deliciam os publicitários e enriquecem os gigantes do Vale do Silício. Contudo, os dados pessoais não estão condenados a esse destino.
Pierre Rimbert
A corte conservadora de juízes provavelmente toma decisões dessa natureza sem conhecer o contexto do crowdfunding, ou confiando em análises superficiais como as dos sites de notícias tradicionais, que ainda nos chamam de “internautas” e colocam qualquer assunto relacionado à tecnologia como exótico e excepcionalLucas Pretti
No momento em que a democracia formal está em crise, a existência e o desenvolvimento das redes eletrônicas oferecem à sociedade a capacidade de exercer um papel político inédito. Elas permitem que todos os que contestam o sistema não apenas controlem as informações e as desmintam, como também as produzam.
Ainda que a Ásia ganhe importância, o Oriente Médio continua sendo o local favorito dos mercadores de armas, principalmente dos Estados Unidos. Paralelamente, os conflitos passam pela internet (pág. 25) e falamos cada vez mais de “ciberataques” (págs. 26 e 27). Hoje, como ontem, a corrida armamentista se faz praticamePhilippe Leymarie