Impactos sociais e ambientais da guerra
Uma guerra nunca foi solução para nada. Causa inúmeros problemas que sequer são dimensionados, e quem paga a conta é o meio ambiente e a população

Uma guerra nunca foi solução para nada. Causa inúmeros problemas que sequer são dimensionados, e quem paga a conta é o meio ambiente e a população
Recorde na liberação de agrotóxicos nos últimos anos acompanha incidência de flexibilizações ambientais, escalada de conflitos no campo e afeta comunidades inteiras no Cerrado
Diante do aumento dos perigos climáticos, os eleitores procuram cada vez mais os partidos que colocam essa questão no centro de seus programas. Contudo, quando eles chegam ao poder, as experiências passadas ou em curso, especialmente nas metrópoles, mostram que o exercício da responsabilidade pode mudá-los mais do que eles conseguem mudar o sistema
Latifúndios e seca pressionam agricultores familiares em Poconé (MT), enquanto na Barra do São Lourenço (MS), escassez de peixes e ausência de direitos levam jovens a abandonar a comunidade
Avanço de hidrelétricas, do agronegócio e da seca causam pressão para a derrocada de uma das últimas barreiras de preservação do bioma, as comunidades pantaneiras
Dossiê mostra relação intrínseca entre desmatamento, grilagem e incêndios. O fogo é usado como arma de expulsão de comunidades de seus territórios para defender os interesses do agronegócio
O aquecimento global está diretamente ligado à injustiça social, por isso é fundamental englobar a interseccionalidade no debate e nas políticas voltadas ao combate às mudanças climáticas
Todos os setores da sociedade preferem se omitir e continuar como se uma catástrofe não estivesse se desenrolando na frente de nossos narizes
Emancipatória e promotora de uma melhor distribuição do emprego e da riqueza, a redução da jornada de trabalho também seria capaz de diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Essa visão ousada de futuro, no entanto, ainda assusta: é o que mostra a retirada, pela Convenção Cidadã sobre o Clima da França, da proposta de 28 horas semanais de trabalho
Amazônia, Cerrado e Pantanal têm um destino certo e triste pela frente, que poderia ser evitado com ações preventivas adequadas – e que já existem
Forçadas a realizar explorações cada vez mais caras em águas ultraprofundas, as empresas petrolíferas tentam atacar a última fronteira terrestre, onde os custos operacionais são mais baixos: parques naturais e reservas de água doce da África. Essa corrida encontra a resistência da sociedade civil e de associações no Norte. A luta, contudo, é muito desigual
É importante priorizar na estratégia política a crise ecológica pelo papel central que ela desempenha na superação do capitalismo que ameaça hoje a sobrevivência da humanidade no planeta