Um projeto de destruição
O governo autoritário se aproveita das tristes mortes de brasileiros asfixiados pelo vírus para acelerar um colapso institucional

O governo autoritário se aproveita das tristes mortes de brasileiros asfixiados pelo vírus para acelerar um colapso institucional
Estudo mostra como parte da produção e da exportação de Mato Grosso vem de áreas em fazendas sem autorização para desmatamento
O aumento da militarização vem supostamente como resposta à crescente crítica nacional e, sobretudo, internacional, ao aumento do desmatamento na Amazônia. Contudo, a militarização é objeto de preocupação, pois evoca o papel das Forças Armadas na ditadura militar, ocasião que se propôs a “integração” da Amazônia, por meio de um processo sem transparência, autoritário e violento.
As consequências e os prognósticos noticiados acerca da pandemia de Covid-19 podem ser relacionadas com o debate sobre as mudanças ambientais provocadas pelos seres humanos no planeta no último século.
Em 2015, a barragem de Fundão em Mariana (MG) rompeu e devastou as comunidades rurais atingidas pela lama tóxica; quatro anos depois a família D’Ângelo tenta reconstruir a vida, mas para o patriarca, de lá para cá, vida virou ficção
Antigo apanágio das companhias turísticas ocidentais, a natureza africana é cada vez mais cobiçada pelas organizações locais, especialmente pela sul-africana African Parks. A associação já administra dezesseis reservas do continente, misturando proteção ambiental e espírito empreendedor. Sua última conquista: o Parque de Pendjari, no Benin, onde turistas franceses foram sequestrados em 2019
Desde setembro de 2018, os ativistas ambientais não param de chamar atenção. Eles endureceram tanto em termos de modos de ação como de projeto político. Já não creem mais que a preservação do ecossistema seja compatível com o modelo capitalista de crescimento. Seria essa nebulosa capaz de se aproximar de outras lutas e chegar a um acordo sobre estratégias para derrubar a ordem estabelecida?
Mesmo entre os adversários do presidente brasileiro, a disputa excessivamente midiatizada com seu colega francês suscita sentimentos ambíguos. Para impedir Jair Bolsonaro de entregar a Amazônia para o agronegócio, é preciso questionar o princípio da soberania territorial dos Estados, como sugere Emmanuel Macron?
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, ocupa 24% do território nacional e é considerado a savana mais biodiversa do mundo, concentrando 5% de toda a biodiversidade do planeta e 30% da biodiversidade do Brasil.
Desde a crise de 1929, os industriais fabricam mercadorias que duram cada vez menos. O imperativo ambiental, contudo, implica desacelerar o consumo frenético de bens. Mas como enquadrar um dos pilares desse sistema que sustenta quase todos os governos? Uma ideia simples e de início inofensiva pode abrir uma brecha…
A extração e utilização dos recursos naturais sem qualquer fiscalização por parte dos órgãos ambientais, a longo prazo, pode representar severos problemas no desenvolvimento do país, em especial, se persistir a tendência do atual governo em flexibilizar a proteção do meio ambiente a pretexto de progredir economicamente o país.
Agimos melhor com as costas na parede, quando não há mais escapatória e tudo desmorona? Essa tese é defendida por algumas correntes ecológicas: a humanidade teria destruído o meio ambiente a ponto de provocar o colapso iminente da biosfera. Agora, seria o caso de se preparar para o futuro. Catastrofismo esclarecido ou pavor obscurantista?