O legado de Habermas e a escola “à prova de professores”
A lógica do Estado e do mercado vem substituindo o diálogo e o sentido pedagógico nas escolas por metas, plataformas e burocracias, esvaziando a essência da educação

A lógica do Estado e do mercado vem substituindo o diálogo e o sentido pedagógico nas escolas por metas, plataformas e burocracias, esvaziando a essência da educação
Os recentes casos brasileiros de intoxicação por bebidas alcoólicas são o retrato de práticas comerciais e sanitárias bastante negligentes ou até predatórias, que parecem assolar o mercado. Frente a situação, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de São Paulo, comentou em um tom de “brincadeira” infeliz que “No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar”. A verdade, governador, é que grandes empresas agem com falsidade ou omissão a muito tempo
O discurso dominante costuma vincular o sucesso econômico das empresas ao temperamento de seus gestores. Estão em forte crescimento? É porque contam com o “talento”, a “audácia”, o “espírito visionário” de homens extraordinários – como Carlos Tavares, diretor da Stellantis (Peugeot, Fiat, Jeep, Alfa Romeo, entre outras). Desse modo, mantêm-se ocultos os reais custos da “competitividade” que tanto deslumbra a mídia
Diversas reformas empreendidas pelo governo francês têm por motivação oficial as exigências da Comissão Europeia ou ainda a necessidade de tranquilizar os mercados. Na realidade, um conclave oficioso tecnocrático e financeiro esboça, finaliza e impõe decisões que nem os parlamentos nem os debates públicos podem contrariar
É histórica a correlação entre um mercado interno protegido e o desenvolvimento econômico. Por isso, um projeto nacional de desenvolvimento demanda muita vontade política, além de uma sociabilidade voltada para o interesse público. Eis o desafio brasileiro.
O mercado atua nos processos eleitorais visando constranger candidatos do espectro mais à esquerda da política econômica, ensejando um verdadeiro terrorismo, via seu “mal humor” e “pouca receptividade” a ideias dissonantes de seus interesses de curto prazo
Tratar mercados como abstrações serve apenas para encobrir interesses, valores e visões de mundo que operam em situações concretas. Visto como modelo puro, o mercado adquire universalidade e neutralidade inexistentes em qualquer experiência real. No Brasil, a avaliação de que “haja muito Estado e pouco mercado” atualmente só se sustenta quando se concebe um modelo puríssimo de mercado descrito por algum livro ou de certo país imaginário que, de fato, nunca existiu.
A especificidade do Estado capitalista jaz precisamente na separação entre poder político e poder econômico
É um esboço cada vez mais bem-acabado. Um governo – progressista ou reacionário – toma uma decisão que desagrada às preferências das finanças. Os mercados ameaçam, o poder político renuncia, a mídia aplaude. A crise italiana demonstrou que o “círculo da razão” neoliberal se parece mais e mais com um nó apertado em torno do pescoço do eleitor
Os preços dos combustíveis no Brasil são livres desde 2002. Todavia esses preços são influenciados pelo governo federal mediante o controle acionário da Petrobrás, que detém a quase totalidade do refino e da importação de derivados de petróleo
A contradição maior é entre um capitalismo financeirizado, que busca maximizar seus lucros a qualquer custo, ignora as consequências sociais de suas práticas e promove a barbárie na vida em sociedade, e a defesa da qualidade de vida por parte de todos que vivem do próprio trabalho.
Com um aporte de cerca de 53 milhões de reais, de 2008 a 2015, em uma das maiores produtoras de armamento do mundo, a gigante Forjas Taurus, BNDES tem política contraditória ao seu guia de financiamento sobre comércio de armas