Nós queremos pesquisadores negros e negras, queremos participar
O problema da desigualdade racial na ciência não decorre da ausência de soluções, mas da ausência de decisão política

O problema da desigualdade racial na ciência não decorre da ausência de soluções, mas da ausência de decisão política
Dados mostram que o diploma não neutraliza a desigualdade racial e que o mercado brasileiro segue reproduzindo hierarquias históricas de exclusão.
O racismo no Brasil é epidérmico, melanocrático
Somos uma sociedade racista histórica e contemporânea, que precisa superar essa sua condição social basilar para se tornar uma nação de fato!
O processo de construção da identidade social parda no Brasil é fruto de um projeto histórico de apagamento étnico-racial. O Estado brasileiro tem promovido — e ainda promove — um contínuo processo de embranquecimento e silenciamento das identidades negras e indígenas. A análise dos dados do Censo de 2022 e da população carcerária revela que a identidade parda não representa um avanço inclusivo, mas sim a consolidação de um projeto nacional etnocida e discriminatório. O reconhecimento das ancestralidades indígenas e negras segue enfrentando barreiras institucionais e sociais, sustentadas pelo racismo estrutural e pela necropolítica estatal
O que o público da exposição em Paris, o documentário e o dentista têm em comum? A indiferença. Pessoas brancas, sobretudo economicamente privilegiadas, para estarem neste lugar, criaram uma distância emocional e cognitiva dos problemas raciais
Descobertas no Bixiga e no Campo da Pólvora, ocorridas nos últimos anos, podem representar a chance de nos reavermos com uma história que precisa ser conhecida.
Por que a ‘esquerda’ não só norte americana, mas também brasileira tem perdido adesão de um eleitorado historicamente confiável?
Há algo de mais caro, mais nojento e mais obsceno que a prisão de um homem por fumar uma planta? Há algo mais imundo que um regime que vigia as fezes de seus artistas?
Em que medida a sociabilidade artística e intelectual negra “transnacional” sediada em Paris constituiu as experiências desses sujeitos, a possibilidade de realização de suas aspirações, os constrangimentos específicos com os quais tiveram que se haver?
O ponto central, portanto, é político. Por que evitamos dizer “negro”? Por que tantas pessoas negras, com traços negroides, se dizem morenas? E por que tantas pessoas brancas, mas que não se reconhecem como parte da branquitude, também preferem o termo “moreno”? O que se esconde por trás dessa escolha aparentemente inofensiva?