O neoliberalismo acabou?
O cenário que se abre é de disputas. Ainda há que se enfrentar o regime neoliberal, suas instituições, suas regras. Elas estão todas aí, operando

O cenário que se abre é de disputas. Ainda há que se enfrentar o regime neoliberal, suas instituições, suas regras. Elas estão todas aí, operando
Violando as regras de livre comércio que havia estabelecido anteriormente, a União Europeia não poupou esforços para que os bancos conseguissem se reestruturar. O fato é que as necessidades da beira do precipício não deixaram aos governos europeus outra escolha senão desrespeitar os dogmas da intervenção estatal
Com dois terços do PIB vinculados a mercados internacionais, a Coreia do Sul foi um dos países mais atingidos pela tormenta econômica mundial. A crise abalou um país cuja sociedade estava fragilizada e o governo, que baseava sua política no modelo neoliberal, desacreditado
Para evitar efeitos mais devastadores da crise, os bancos centrais tomaram medidas de vulto, com trilhões de dólares de ajuda ao sistema financeiro. Mas o cassino continua! É preciso que os movimentos e as entidades pensem ações coletivas para denunciar esses esquemas, que não mudam na base as causas do colapso
Por sua própria natureza, o capitalismo vive articulado em ciclos longos e curtos, de expansão e retração. A crise atual não foge a essa regra e é impossível prever seu alcance. A única certeza é que o mundo sairá modificado, principalmente em três pontos nodais das relações econômicas: dinheiro, energia e comida
Por mais que as autoridades se esforcem em minimizar a gravidade do momento, o certo é que nos encontramos diante de um sismo econômico de magnitude inédita, cujos efeitos sociais, que mal começaram a se fazer sentir, explodirão nos próximos meses com toda a brutalidade
A ordem social moderna comporta não uma, mas duas forças sociais dominantes: ao mundo dos “capitalistas” articula-se o dos gestores privados e públicos. É a essas duas forças que deve se opor o conjunto das “classes fundamentais populares”