Se questo è un Uomo (que ri)?
A Mostra Mundo Árabe de Cinema no CCBB em São Paulo evoca reflexões sobre Palestina

A Mostra Mundo Árabe de Cinema no CCBB em São Paulo evoca reflexões sobre Palestina
A análise desses casos exige um olhar crítico sobre as próprias limitações das respostas oferecidas tanto pelas plataformas quanto pelo movimento BDS
O que isso significa para nós que continuamos aqui, suspensos entre a sobrevivência e o testemunho, com nossos corações atravessados repetidas vezes pela mesma lança?
Alma da minha alma.” O mundo ouviu essas quatro palavras e, nelas, um abismo — e um chamado. A história de Khaled e Reem tornou-se símbolo da humanidade inquebrantável de um povo que insiste em amar, resistir e sobreviver
Quantas vezes pode um homem virar a cabeça e fazer de conta que, tão-somente, não está vendo nada?
Há quase dois anos, diversas obras dão conta do que em geral se chama, equivocadamente, de “conflito Israel-Palestina”. Algumas restituem sua dimensão colonial e iluminam os entraves do atual alastramento de violência no Oriente Médio. Outras apontam ainda a cumplicidade do Ocidente na guerra em Gaza ou esmiúçam a pouco provável “solução de dois Estados”
A obra é fundamental para desestabilizar consensos consolidados e provocar uma necessária crise na consciência histórica israelense, particularmente no que diz respeito ao papel do sionismo na despossessão dos palestinos
Iniciamos nossa jornada com um dos mais importantes escritores palestinos de todos os tempos — e um dos maiores poetas da literatura mundial: Mahmud Darwich, e seu primeiro livro em prosa, publicado em 1973, Diário da tristeza comum (no Brasil, pela editora Tabla, em 2024). Mas por que começar por este título, e não por algum dos muitos livros que oferecem uma síntese da questão palestina, disponíveis nas livrarias?
O apoio do poder espanhol à Palestina explica-se pelo compromisso de longa data nesse tema das forças que compõem a coalizão governista. Entretanto, ele também se fundamenta em uma tradição histórica singular, que, por exemplo, levou correntes fascistas a defender o ensino do árabe nas escolas
Como apagar os vestígios dos vilarejos árabes esvaziados de sua população durante a Nakba de 1948? Como forçar os beduínos do Neguev a partir? Plantando árvores. Missão do Fundo Nacional Judaico, o reflorestamento voluntário desenha uma nova geografia em Israel e mascara a presença de vestígios que testemunham a presença palestina, ao custo de significativos riscos ambientais
A ocupação dos territórios palestinos é ilegal e constitui uma política que pode ser qualificada como um apartheid, decidiu a Corte Internacional de Justiça em um momento em que Gaza, sua população e suas infraestruturas, especialmente educacionais, estão sendo sistematicamente destruídas pela intervenção israelense. Conscientes de que são alvo da extrema direita, que faz parte da coalizão governamental, os cidadãos árabes de Israel, marginalizados, adotam uma postura discreta. Já a maioria judaica da sociedade, traumatizada pelo ataque de 7 de outubro, oscila entre o desejo de eliminar os palestinos e o temor pelo futuro do país. Nesse contexto, cada dia que passa agrava o calvário dos habitantes de Gaza e aproxima toda a região do precipício
O ataque de 7 de outubro destruiu o mito de um Exército superpoderoso, no qual se baseava o sentimento de segurança da população. Em choque, a sociedade se entrega à sede de vingança, sem acreditar, no entanto, que a erradicação do Hamas seja um objetivo alcançável. Por sua vez, ao dobrar a aposta, o governo alimenta o medo de extinção do Estado de Israel