Trump, Cuba e Guantánamo: a longa duração de um projeto imperialista
Declarações recentes de Donald Trump sobre Cuba reativam uma longa tradição histórica de pretensões anexionistas e de controle dos Estados Unidos sobre a ilha e o Caribe

Declarações recentes de Donald Trump sobre Cuba reativam uma longa tradição histórica de pretensões anexionistas e de controle dos Estados Unidos sobre a ilha e o Caribe
O problema, portanto, não é apenas o enfraquecimento do multilateralismo, mas o que está ocupando o seu lugar
Uma análise macro das relações dos Estados Unidos com as regiões nas quais Irã e Venezuela se situam com base em uma retomada histórica e com o objetivo de iluminar aspectos importantes da conjuntura para a América Latina. Quais são as prioridades da política externa norte-americana, os meios de exercício do domínio e as possibilidades latino-americanas em um cenário marcado pelo acirramento da agressividade da potência?
A ordem econômica e geopolítica global passa por uma transição silenciosa, marcada pelo deslocamento das prioridades da globalização financeira para a centralidade de recursos estratégicos, soberania produtiva e capacidade estatal
A eleição de Zohran Mamdani para a prefeitura de Nova York, em janeiro de 2026, sintetiza uma trajetória mais longa da esquerda norte-americana, marcada por deslocamentos estratégicos, aprendizados coletivos e disputas internas sobre como transformar crítica social em poder politico
O que está em jogo não é apenas uma empresa ou um conflito específico, mas a consolidação de um modelo de governo algorítmico que reconfigura a soberania, a guerra e a administração da vida na ordem internacional contemporânea.
No conflito que opõe Armênia e Azerbaijão, um passo importante foi dado no meio deste ano com a assinatura de uma série de documentos entre os dois países. Rubricados em Washington, e não em Moscou, eles removem alguns obstáculos à abertura de um corredor que deverá ligar o território azerbaijano a Nakhchivan (uma área isolada do restante no país) e, em seguida, à Turquia. A rota pode levar o nome do presidente norte-americano
Ex-embaixador de Singapura nas Nações Unidas – onde presidiu o Conselho de Segurança em janeiro de 2001 e maio de 2002 –, o professor Kishore Mahbubani apresenta uma análise singular da situação política internacional. Ao reflexo alinhado à Otan dos meios de comunicação ocidentais, ele contrapõe um conhecimento detalhado e contextualizado da China, o que não o impede de apontar os erros de Pequim
Se é verdade que os argumentos econômicos parecem convincentes para explicar ao menos parte da vitória de Trump, eles também são insuficientes
Na próxima terça-feira, dia 5, termina a votação para a Presidência dos Estados Unidos e se inicia uma longa e aflitiva contagem de cédulas
Em vez do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, os países ocidentais agora invocam um novo sistema supostamente destinado a pacificar as relações entre Estados. Vaga e desprovida de bases teóricas sólidas, essa “ordem multilateral” visa perpetuar o domínio dos Estados Unidos e de seus aliados sobre os rumos do mundo
“Os extremos se encontram.” Quantas vezes ouvimos defensores da famosa – e enganosa – “teoria da ferradura” se preocuparem com uma convergência das radicalidades? Contudo, enquanto o atual chefe de Estado francês se incluía entre essas sentinelas do republicanismo, seu campo agora governa com o apoio tácito da extrema direita. Uma comum brutalidade explica essa aproximação