O alinhamento de Bolsonaro com Trump
A reorientação proposta por Bolsonaro e sua inabalável admiração pelas políticas de Trump não têm potencial para colocar o Brasil em uma posição de status internacional, como o presidente eleito sugere

A reorientação proposta por Bolsonaro e sua inabalável admiração pelas políticas de Trump não têm potencial para colocar o Brasil em uma posição de status internacional, como o presidente eleito sugere
Nos países do Sul, muitas mudanças políticas recentes foram feitas com o propósito de promover a descolonização. Provavelmente, ainda estamos por conhecer uma nova estratégia conservadora de integração regional, que fará frente às iniciativas lançadas nestes últimos anos
Um processo concreto de integração que tenha por fim reforçar as economias sul-americanas e promover maior bem-estar social não precisa se apoiar numa única ideologia. Quanto mais concretos os objetivos, mais fácil se torna a convergência de vontades dos líderes, sem que isso signifique renegar crenças individuaisJosé Carlos de Assis
Após um período de euforia democrática no início dos anos 1990, que viu desaparecer um a um os regimes de partido único e a adoção de Constituições que validavam a democracia liberal, os anos 2000 se caracterizam, na realidade, por inúmeros retrocessos políticos
Obama é um dirigente metódico, pouco inclinado a ações espetaculares. Entretanto, deixou claro, ao receber o prêmio Nobel da paz, que está disposto – assim como todos os presidentes americanos recentes – a recorrer à força militar quando considerar que os interesses dos Estados Unidos estão ameaçados
Neste momento, a noção de “America first” propagada pelo governo dos EUA constitui um fator impeditivo ainda mais efetivo do que a de “market first”. Em função disso, são poucos os países dispostos a situar as negociações fora do quadro exclusivamente mercantil e dos interesses estritamente nacionais
As negociações entre as potências ocidentais e o Irã sobre o dossiê nuclear foram interrompidas. As esperanças recentes perderam força e uma escalada ainda mais perigosa pode ter início.
Está em pauta o desafio de definir princípios-chaves de uma “agenda positiva” para estratégias de desenvolvimento, sem ceder à tentação do modelo único. São propostas que podem ser incorporadas na agenda de cada país, de acordo com questões relacionadas à economia, à política e à cultura política
O G20, que se reuniu em Pittsburgh, Estados Unidos, nos dias 24 e 25 de setembro, ambiciona ser a nova diretoria do planeta. Contudo, ele não dispõe nem da legitimidade necessária para tanto, nem de um projeto alternativo para um modelo de organização mundial que fracassou
Manifestando-se a favor “do retorno imediato do presidente Zelaya ao posto e às funções que a soberania popular lhe outorgou”, o presidente da Assembleia Geral da ONU afirmou que “nenhuma outra opção será aceitável para a comunidade internacional”. Porém, em Washington, fortes pressões vão em outro sentido
Ratificado no cargo no ano passado, o premiê conservador Stephen Harper tenta deixar de lado a fama de “simpático” de seu país para colocá-lo entre os figurões da política mundial. E a guerra no Afeganistão parece ter sido a ocasião perfeita para essa nova postura
De acordo com as leis internacionais, a ação humanitária deveria ser realizada de maneira neutra, independente, imparcial e humana. Porém, desde os anos 1990, seu papel vem sendo revisto. Como conseqüência, o exercício do direito de ingerência tem trazido consigo soldados e políticos