De olho no petróleo
A crise entre Colômbia, Equador e Venezuela já estava anunciada há tempos.É, provavelmente, a primeira escaramuça de um enfrentamento maior, que tem como pano de fundo as muito cobiçadas reservas petrolíferas do continente

A crise entre Colômbia, Equador e Venezuela já estava anunciada há tempos.É, provavelmente, a primeira escaramuça de um enfrentamento maior, que tem como pano de fundo as muito cobiçadas reservas petrolíferas do continente
O acordo de livre-comércio com os EUA devastou a agricultura mexicana. Os produtos subvencionados do “irmão do Norte” provocaram o desemprego de milhares de camponeses. A situação deverá se agravar com o fim da taxação nas trocas comerciais. Até a privatização da Pemex, a petroleira estatal, está agora em pauta
Após a primeira guerra do Golfo, os regimes árabes viveram perturbações desestabilizadoras. No entanto, as estruturas arcaicas sobreviveram. O propalado banho de democracia não ocorreu. E os governos apenas cobriram com novos véus suas feições autoritárias, tentando restabelecer uma imagem de pureza aos olhos do mundo
O conceito de bonapartismo por certo não se aplica ao atual regime político francês. Mas as semelhanças entre o novo presidente e o imperador Napoleão III vão além do gosto pelo falso brilhante, dos conchavos com amigos ricos e do liberalismo de tipo anglo-saxão.
Rejeitada nos referendos de 2005, a Constituição Européia volta sorrateiramente à cena pelos fundos, travestida no Tratado de Lisboa. Este deverá ser ratificado por todos os países da UE – sem consulta popular e a portas fechadas. Afinal, como declarou o ex-ministro francês Jack Lang, “um tratado é só um tratado”
O socialismo do século XXI implica o Estado de Direito. Liberdades e direitos estendidos a toda a cidadania, proteção da identidade individual e da diversidade da espécie humana, supremacia do cidadão sobre o Estado: o socialismo não é mais que o controle da humanidade sobre o capital que o pode destruir
O repórter se incorpora a um cruzeiro marítimo promovido pela National Review. E entra em contato com um mundo surreal, no qual a guerra do Iraque é um “sucesso notável”, o aquecimento global “não existe”, Pinochet “salvou o Chile”, os muçulmanos ameaçam “dominar a Europa” e, “se Deus quiser”, Bush vai bombardear o Irã
Em um país com maioria indígena, é natural que o governo de esquerda tente minimizar a discriminação sofrida durante séculos de exploração. Porém, para aqueles que não compartilham dessa identidade, isso pode parecer um privilégio. Aí está a brecha que a direita precisava para difamar
Menina dos olhos do Ocidente, o Quênia vive hoje uma crise que envolve velhos atores políticos e contrapõe as etnias luo e kikuyo. Mais do que uma disputa meramente eleitoral, o conflito é conseqüência da profunda desigualdade de classes no leste africano
Chávez e seus partidários serão obrigados a analisar as causas profundas da derrota. Talvez reflitam sobre o açodamento da reforma constitucional, a exagerada personalização do processo ou a falta de eficácia dos programas governamentais. Enfrentar tais questões trará um novo vigor ao “socialismo do século 21”
É notório que as forças armadas constituem o maior partido político do país. Poucos sabem, no entanto, que elas concentram também um formidável poder econômico, responsável por 6% do produto interno bruto. Seus negócios vão da alta finança e da indústria pesada até a administração de padarias e salões de beleza
Nascido em 1967, esse movimento maoísta contesta a maior democracia do mundo. E representa, segundo o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, o “maior desafio para a segurança interna” desde a independência. A ação insana suscita reações igualmente cruéis e quem sofre é a população autóctone, espremida entre os dois fogos