No período eleitoral de 2022, qual é o lugar das políticas públicas?
A um mês das eleições, as pautas públicas ainda são dominadas pela falta de ênfase programática. Em um debate reduzido, o que resta para as políticas públicas?

A um mês das eleições, as pautas públicas ainda são dominadas pela falta de ênfase programática. Em um debate reduzido, o que resta para as políticas públicas?
O despreparo e ausência de estratégias para lidar com os problemas ambientais evidenciam-se em ambos os polos do espectro ideológico
Analisamos os planos de governo e as declarações públicas dos presidenciáveis em relação ao meio ambiente e o resultado é nitidamente preocupante. Destacamos abaixo os posicionamentos que representam maior risco para a área ambiental*
No quinto texto da série A análise dos discursos dos candidatos, produzida pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), os discursos da presidenciável Guilherme Boulos: A fala de Boulos é clara, procurando fazer que sua análise intelectual e sua emoção de militante dialoguem com a linguagem do povo, os seus desejos e necessidades. Para isso, parece inspirar-se no discurso do “jovem Lula”. Porém, com a diferença de que apesar do esforço, o estilo didático faz com que os ouvintes o identifiquem mais como professor do que com um líder popular sindical.
No quarto texto da série A análise dos discursos dos candidatos, produzida pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), os discursos da presidenciável Marina Silva: seus “elos” e apoiadores acreditam que Marina e seu novo partido é capaz de propor e implementar a chamada “nova política”, um significante vazio que se propõem a governar com “o que há de melhor na sociedade”, em que se incluem empresários, acadêmicos, técnicos, políticos independentemente de partido ou orientação política. Nesse ponto, até onde resistirá esse significante vazio da “nova política” e teste das eleições e a prática de governar, caso triunfe? Como governar para todos e “unir o país”, com o apoio de bancos e numa agenda econômica alinhada com o neoliberalismo?
No terceiro texto da série A análise dos discursos dos candidatos, produzida pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), os discursos do presidenciável Ciro Gomes: Cabe destacar um aspecto importante na moralização da fronteira presente no discurso de Ciro com relação ao PT e Lula, este considerado velho amigo, “São Lula”, brinca, o que poderia levar à sua presença como parte do “nós”. Apesar da amizade, a proposta de ser vice de Lula foi considerada um insulto
No segundo texto da série A análise dos discursos dos candidatos, produzida pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), os discursos do presidenciável Jair Bolsonaro: Os temas abordados por Bolsonaro não são incomuns nem exclusivos. O que vai diferenciá-lo é o ideário de extrema direita – também presente no seu vice, general Antônio Hamilton Martins Mourão (PRTB) — é a forma de abordar os problemas e apresentar as soluções, onde a postura emocional e odiosa prevalece
Com este texto inauguramos uma série com análises de discursos das candidaturas Marina Silva, Jair Bolsonaro, Lula, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Guilherme Boulos produzidas pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ). A primeira análise é sobre o que diz o ex-presidente e candidato pelo PT, Luis Inácio Lula da Silva:
O estilo Lula não é tecnocrático, nem acadêmico. Ele articula constantemente experiência pessoal e emoção com questões econômicas, políticas e sociais numa linguagem clara e direta, de esclarecimento, que se dirige ao racional, e de mobilização, que se dirige à emoção. Em situações como a das caravanas, destacávamos que tem se construído uma narrativa quase bíblica e dramática, de devoção e simbiose entre Lula e o povo.
Mais que uma análise objetiva das propostas, queremos dar destaque aos componentes estratégicos e emocionais que as candidaturas promovem em sua prática discursiva. A imprecisão e o apelo emocional ou moral das práticas discursivas, que poderiam ser criticados do ponto de vista racional dos programas, passam a ter sentido como mecanismos estratégicos de interpretação da sociedade e seus sujeitos