Crianças e adolescentes: sinais para ficar atento à saúde mental
Uma cultura que coloca a felicidade como imperativo pode ser angustiante demais, principalmente para crianças e adolescentes que estão em fase de desenvolvimento emocional

Uma cultura que coloca a felicidade como imperativo pode ser angustiante demais, principalmente para crianças e adolescentes que estão em fase de desenvolvimento emocional
Não dá mais para camuflarmos o sofrimento e o adoecimento psíquico e sua relação com as determinações sociais
Neste caso, a boiada passa por cima do edifício da Política Nacional de Saúde Mental, no sentido de reestruturar a política de saúde mental para o modelo hospitalocêntrico, cuja história revela seu caráter privatista.
A junção entre pandemia e hiperconexão nos dá a oportunidade de transmitir e assistir o sofrimento em tempo real. Os efeitos dessa novidade precisam ser explicitados para que possamos compreender as camadas subjetivas da crise do coronavírus.
Passado o setembro amarelo, continua sendo necessário pensarmos sobre algo que constantemente nos preocupa.
Para Daniel Guimarães, da Clínica Pública de Psicanálise, a restrição ao deslocamento pela cidade empobrece o “repertório psíquico” dos moradores da periferia, ao impedir o contato com novas imagens, palavras, sons e ruas, “aquilo que usamos para produzir fantasias que nos confortam em situações de frustração”
Sem direito a contraditório e a manifestação dos Conselhos Nacionais de Saúde e de Direitos Humanos, o Governo Temer deu mais um passo na direção de desconfigurar a Política Nacional de Saúde Mental. Política que resistiu a governos de matrizes ideológicas diversas e que é reconhecida internacionalmente como referência.
Quais foram as causas do assassinato de 12 crianças numa escola do RJ? Por certo, não é fácil responder. Cada indagação, por si, requer considerar inúmeros aspectos enfeixados em torno da segurança pública, das escolas, do universo social e cultural das famílias, e da saúde mental em nossa sociedade.Sérgio Adorno