Resiliência não basta
O problema começa quando o desastre deixa de ser uma ruptura excepcional e passa a integrar o horizonte cotidiano

O problema começa quando o desastre deixa de ser uma ruptura excepcional e passa a integrar o horizonte cotidiano
Como falar de avanços da luta antimanicomial num cenário em que recursos que poderiam ser direcionados para ampliação e qualificação da rede substitutiva estão sendo drenados e escoados em direção contrária?
Da tradição zoroastrista às disputas contemporâneas, a divisão entre bem e mal atravessa séculos como ferramenta simbólica de organização moral — e também de simplificação do real
Organizar um novo sindicalismo pela base para enfrentar a destruição da saúde mental dos trabalhadores
No que a violência estrutural se conecta com a saúde mental coletiva?
É possível reparar o dano? E quando é realizado por pessoas as quais deveriam nos proteger, como pais, irmãos, parentes?
Em que pé está a psiquiatria francesa? A grande inventividade terapêutica e institucional que marcou as décadas do pós-guerra esmoreceu. Novas lógicas – cientificistas, securitárias, contábeis – se impuseram. Elas corroem o setor e degradam a oferta de cuidados, em detrimento dos pacientes, de quem os acompanha e de todo o corpo social
Sem políticas sociais consistentes e justiça restaurativa, a segurança não se sustenta
Janeiro Branco surge como um convite para repensarmos a saúde mental, especialmente no ambiente de trabalho
O jogo não mata, mas está associado a transtornos mentais que podem impactar o âmbito econômico e psicossocial
O tratamento de condições complexas, como o autismo, envolve práticas transdisciplinares, e a psicanálise pode desempenhar um papel decisivo nesse contexto, desde que abandone o narcisismo epistêmico que muitas vezes a isola do debate científico
A produção do sofrimento e/ou adoecimento psicossocial também precisa ser compreendida interseccionalmente por uma ótica socioambiental