Qual modelo de segurança pública escolheremos nestas eleições?
Insistir na política do confronto como um modelo de segurança pública significa ignorar a população mais afetada pela violência

Insistir na política do confronto como um modelo de segurança pública significa ignorar a população mais afetada pela violência
O discurso oficial insiste em afirmar que essas operações combatem o crime organizado. O que se consolida, porém, é uma política baseada na produção permanente de confrontos, cujo custo humano recai quase exclusivamente sobre as comunidades negras
O que significa defender a família e elevá-la ao centro do debate público quando, dentro dela, milhares de mulheres continuam sendo ameaçadas e tantas crianças permanecem vítimas de violência no espaço que deveria lhes garantir acolhimento, cuidado e proteção?
A proteção da vida, da liberdade e da integridade física das pessoas deve ocorrer por meio dos instrumentos legítimos do Estado Democrático de Direito, orientados pelos princípios da legalidade, da proporcionalidade e, sobretudo, do respeito à dignidade da pessoa humana
O Brasil precisa aprimorar a investigação e a responsabilização dos autores de violência contra pessoas LGBTQIA+
Monitoramento, que reúne dados de nove estados, registra recorde e aponta homens negros e jovens como perfil predominante de vítimas
O governo de Santa Catarina apresenta o estado como o mais seguro do país. Mas os dados do Atlas da Violência 2025, publicado pelo IPEA e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam uma realidade mais complexa: homicídios de pessoas negras em alta, feminicídio estagnado, suicídio juvenil crescente e uma tendência nacional de queda que antecede o atual governo
O poder público segue apegado à estética do confronto armado e à retórica vazia da supremacia material
A partir da perspectiva da Pastoral Carcerária Nacional, a leitura crítica do relatório reforça a compreensão de que a centralidade do encarceramento em massa como resposta à violência tem produzido graves violações e aprofundado desigualdades, sem enfrentar as causas estruturais da insegurança, contribuindo até para a sua reprodução
Dois grandes debates da sociedade brasileira parecem ter se cruzado no polêmico PL Antifacção: o combate ao crime organizado e os ataques à soberania nacional brasileira
Mas “felicidade”, aqui, não é euforia: é política pública
A militarização seletiva, somada à falta de inteligência integrada, produz o efeito inverso: fortalece as redes criminosas transnacionais