O ataque à soberania chega à segurança pública
Dois grandes debates da sociedade brasileira parecem ter se cruzado no polêmico PL Antifacção: o combate ao crime organizado e os ataques à soberania nacional brasileira

Dois grandes debates da sociedade brasileira parecem ter se cruzado no polêmico PL Antifacção: o combate ao crime organizado e os ataques à soberania nacional brasileira
Mas “felicidade”, aqui, não é euforia: é política pública
A militarização seletiva, somada à falta de inteligência integrada, produz o efeito inverso: fortalece as redes criminosas transnacionais
A legitimação do massacre a partir da economia política, sua relação com as políticas de “segurança pública” apregoadas pela extrema-direita e o medo do crime sentido pela população
A contradição entre o discurso “verde” do Brasil às vésperas da COP30 e a realidade da violência racial nas periferias do Rio de Janeiro se evidencia nos massacres do Alemão e da Penha, que expõem como a necropolítica transforma vidas negras em alvos descartáveis. É preciso reafirmar: não há justiça climática sem justiça racial, nem sustentabilidade possível enquanto o Estado seguir devastando corpos e territórios
Cultura tóxica que recompensa a brutalidade em detrimento da inteligência, aproximando perigosamente a lógica da polícia da lógica dos próprios criminosos que deveria combater
Uma polícia mais violenta também corrói a confiança da comunidade, um ativo essencial para a prevenção e investigação de crimes, e agrava as disparidades raciais, uma vez que a violência estatal recai desproporcionalmente sobre minorias
A Proposta de Emenda Constitucional que pretende reformular o sistema de segurança pública brasileiro revela as contradições de um Estado em crise diante da violência urbana
Temos um quadro abastecido por discursos populistas, retroalimentados pelo medo legítimo da população, e que dão lastro para que políticas de segurança ineficientes e mais violentas sejam colocadas em prática, num círculo vicioso que alimenta a segurança pública no Brasil
A difícil busca por respostas no levantamento nacional sobre a utilização do reconhecimento facial na segurança pública
O modelo de segurança pública brasileiro não corresponde a um conjunto instrumental. Ao basear-se na lógica militar, cria-se em torno da guerra, e sua aplicação percorre o único percurso possível para este preâmbulo: a “eliminação do inimigo”. É, portanto, constitucionalmente concebido para a produção da morte
A percepção da segurança como guerra tem como consequência a naturalização das violações de direitos humanos pelas forças do Estado