Sobre doenças, magia e políticas do encanto
A cultura de direita produz “máquinas mitológicas” como dispositivos narrativos combinando fatos e ficções politicamente capitalizáveis

A cultura de direita produz “máquinas mitológicas” como dispositivos narrativos combinando fatos e ficções politicamente capitalizáveis
O que antes habitava a ficção científica agora redefine o poder e a guerra: máquinas que decidem quem vive e quem morre
Mudanças climáticas, perda de biodiversidade, degradação ambiental, pandemias, resistência aos antimicrobianos, riscos na segurança dos alimentos e insegurança alimentar são faces da mesma crise sistêmica global, profundamente interconectadas com o modelo econômico capitalista dominante. A implementação de estratégias baseadas na abordagem Uma Só Saúde torna-se essencial para enfrentar os desafios contemporâneos de forma mais efetiva, promovendo uma visão sistêmica que integra as dimensões da saúde humana, animal, vegetal e ambiental
Em artigo originalmente publicado na The Lancet Regional Health – Americas, inédito em português, o ministro da Saúde Alexandre Padilha e especialistas em saúde pública celebram os 35 anos do SUS, completados em 19 de setembro
É possível reparar o dano? E quando é realizado por pessoas as quais deveriam nos proteger, como pais, irmãos, parentes?
Cinquenta anos depois, a homenagem que lotou novamente a Catedral da Sé em 25 de outubro é o reconhecimento de que a democracia não sobrevive sem memória
A crítica definiu Salomé como “uma verdadeira utopia queer”, uma fabulação que, à maneira camp e sirkiana, imagina mundos possíveis para corpos fora da norma
Diretor do filme Rejeito escreve sobre a obra que retrata as consequências da mineração e analisa as contradições da transição energética: “o mesmo setor que, em apenas dez anos, empilhou alguns dos piores desastres socioambientais da história mundial, como Mariana e Brumadinho, tenta se reposicionar como aquele que vai salvar o planeta”
Esses afetos, ao mesmo tempo individuais e coletivos, produzem formas de pensar e de se relacionar com o mundo que escapam à ideia de uma identidade política tradicional regida por ideias e projetos. É por isso que a extrema direita consegue mobilizá-los com tanta eficácia, especialmente através das fake news
Desigualdade é como a bala mais popular do mercado, não sai da boca de ninguém. Afinal, vale mais o espetáculo da família Roitman do que o protagonismo negro na teledramaturgia. A distopia contemporânea está no sadismo adormecido diante do espetáculo da desigualdade. Não há taxação de grandes fortunas que seja aprovada em um país apaixonado pelas elites escravocratas e que flerta com a pena de morte
Artigo baseado em Blockchain Without the Crypto Hype, originalmente publicado no The Disobedient Model
“É através da distribuição no espaço urbano que se percebem as desigualdades e as distâncias físicas e sociais (estritamente relacionadas) que contribuem para a desconstrução do cidadão” (Flávio Matioli Veríssimo Silva e Eduardo Henrique Lopes Figueiredo).[1]
[1] In“Direito Social ao Transporte: nova diretriz e velhas premissas na mobilidade urbana”, Revista da AGU, Brasília-DF, v. 17, n. 01, jan/mar 2018, pp. 153-168, p. 155. Esta frase tem como base as observações de Milton Santos, geógrafo, jornalista, advogado, professor e escritor. Percebe-se que mobilidade é, então, um requisito para a cidadania.