Diplô Online
Jardins dos privilégios e Jardins das resistências
O que une esses extremos é o desafio de pensar uma metrópole que cresceu sem garantir o mesmo direito ao verde e à infraestrutura para todos. A paisagem da desigualdade se desenha nas árvores que faltam e nas histórias que resistem
O sinal de alerta do assédio a Claudia Sheinbaum
Quem se sentirá encorajada a ocupar espaços de alta visibilidade e pressão se souber que a violência é uma ameaça constante, mesmo no topo?
Experiências de resistência e exclusão na formação do Brasil republicano
A Proclamação da República brasileira representou fundamentalmente uma modernização conservadora que adaptou estruturas coloniais de dominação às exigências do capitalismo mundial em expansão, mantendo as classes subalternas em posição sistemática de exclusão política, econômica e social
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Sem Cerrado não há solução climática justa
O bioma mais ameaçado do Brasil segue invisível nas políticas climáticas. Sem ele, não há Amazônia, não há água, e não há justiça socioambiental possível na COP30
Entre o open source, o PL da Devastação e a resposta do BRICS
A proposta do atual governo é de fugir da tática de domesticação da cadeia de suprimentos de IA e investir num estimulo a competitividade
As sanções tarifárias ao Brasil como vetor da disputa sistêmica EUA-China
Ao tratar o Brasil, a América Latina e demais regiões do Sul Global como zonas de contenção subordinadas à lógica da rivalidade sino-americana, os Estados Unidos correm o risco de reduzir parceiros potenciais a peões descartáveis
A sedução institucional em “Apocalipse nos Trópicos”
Uma reflexão crítica sobre o documentário de Petra Costa, que articula questões de linguagem, poder e imaginação política no Brasil contemporâneo
Os operários e a guerra do Vietnã
Estudantes contra a guerra, de um lado; operários pró-guerra, do outro. Essa é a imagem freqüentemente veiculada sobre o engajamento militar norte-americano contra o Vietnã, mas está longe de ser a verdade .Rick Fantasia
Morrer de trabalho
Enquanto se orquestra um ataque ao sistema de aposentadorias em todo o mundo, sem qualquer aumento da participação das empresas ou do capital na pensões de seus empregados, pesquisa da OIT denuncia que 5 mil pessoas morrem por dia no trabalhoIgnacio Ramonet
Regressão democrática no País Basco
O fechamento do Batasuna, a vitrine política do ETA, e do único jornal diário escrito em basco rendem capital político para o PP, de Aznar, mas esta criminalização, que mistura nacionalismo com terrorismo, afasta o diálogo e reforça ainda mais os radicais do terror (Cronologia). Por Cedric Gouverneur, enviado especialCédric Gouverneur
Crimes e mentiras de uma "guerra de libertação"
Depois de uma agressão criminosa, os iraquianos dizem sim à liberdade e ao Islã, e não à América e a Saddam. Mas os EUA têm planos de uma administração direta do Iraque e impõem uma hegemonia humilhante que deverá incentivar o terrorismoAlain Gresh
A doença que enfraquece a Europa
Dividida em torno da Guerra no Iraque, a União Européia poderia se beneficiar de uma “vantagem colateral” se afirmasse sua identidade própria e se distanciasse de um parceiro norte-americano que confunde aliança com vassalagem.Bernard Cassen
Pulsão de morte
“Toda a cidade de Tetelmünde estava em chamas; uma tocha grandiosa, iluminada pelo furor ancestral dos obcecados, nos quais, inesperado, exigindo seus direitos, renascia o principal instinto do homem: a destruição.”Valerio Evangelisti
Os trunfos desprestigiados da pesquisa francesa
Corte de verbas para pesquisa suscita onda de protestos entre pesquisadores e professores e coloca em questão os argumentos que questionam a eficácia do modelo francês, defendendo a importância estratégica deste investimento para a economiaPierre Joliot
A falsa retórica da classificação das armas
A distinção entre armas convencionais de destruição de massa é, do ponto de vista médico, odiosa e infundada. No atual contexto de conflitos assimétricos, armas de alta tecnologia matam como as convencionais, os embargos e as ações terroristasChantal Bismuth, Patrick Barriot
A revanche dos juízes de Atenas
O processo repleto de irregularidades dos supostos membros do grupo terrorista 17-N inscreve-se no ambiente desta nova doutrina, em que a “defesa da democracia” justifica que se espezinhem os direitos elementares dos cidadãosGilles Perrault
Uma imprensa em crise
A imprensa valã é maior e de capital familiar. A imprensa flamenga é mais jovem e contestadora. Ambas estão cada vez mais despolitizadas, não se adaptam aos novos leitores e sofrem com uma queda sem precedentes na circulação de seus jornaisAdrien Gonthier
Justiça internacional: entre a política e o direito
O direito internacional evoluiu o suficiente para garantir um certo grau de sanções contra os países e governantes criminosos, sem ferir o princípio de soberania e lutar contra as violações e impunidades sem desestabilizar as relações internacionaisAnne-Cécile Robert
A estratégia do caos absoluto
A adoção da estratégia de “choque e pavor” na guerra do Iraque levou o terror não só aos iraquianos, mas também aos aliados, justificando os excessos por meio de um nervosismo baseado não no perigo inimigo, mas no confronto com o caos vigenteAlain Joxe
Como pagar as aposentadorias ?
Há uma grande campanha nos meios de comunicação que visam convencer a população de que é necessário escolher entre a maneira mais equitativa e menos dolorosa de repartir a diminuição dos recursos para as aposentadorias, pressupondo que não há outra saída. Nada mais falso.Michel Husson
Um clube de ricos altamente contestado
Criado para possibilitar a cooperação entre os países ricos – e em última instância para governar o planeta – o G8 está diante de uma nova situação, marcada pelas tensões da guerra do Golfo e pelo crescimento, a cada ano, de movimentos de contestaçãoGustave Massiah
A marginalização da produção independente
Se forem considerados apenas os números, 2002 foi um ano de boa safra para o cinema francês:163 filmes, dos quais 67 são obras de estréia do autor. Várias mudanças, entretanto, deixam dúvidas sobre a vitalidade do cinema independente.Carlos Pardo
Crimes e mentiras de uma “guerra de libertação”
Depois de uma agressão criminosa, os iraquianos dizem sim à liberdade e ao Islã, e não à América e a Saddam. Mas os EUA têm planos de uma administração direta do Iraque e impõem uma hegemonia humilhante que deverá incentivar o terrorismoAlain Gresh
Uma bofetada na civilização
As forças da coalizão não só trucidaram e humilharam o povo e a cultura do Iraque, mas esbofetearam a civilização ao permitir os saques e o vandalismo no Museu Nacional. O legado iraquiano perdido nesta guerra pertencia a toda a humanidadeMay Muzaffar
Traídos pelos fundos de pensão
Difundidos nos países anglo-saxões e tomando corpo nas outras regiões do ocidente, os fundos de pensão por capitalização deixam o poupador dependente da volatilidade do mercado financeiro e ameaçam destruir a aposentadoria públicaMartine Bulard
Quando os EUA sonhavam com França sob protetorado
Desde 1941, Washington previa impor à França – como aos futuros vencidos, Itália, Alemanha e Japão – um estatuto de protetorado, concebendo um governo militar americano que aboliria qualquer soberania, incluindo o direito de cunhar moeda.Annie Lacroix-Riz
A ordem mundial segundo Keynes
A resistência do então assessor da Coroa britânica à dominação econômica norte-americana, então emergente e hoje ameaçada, e suas receitas para países como o Brasil, poderiam ser uma fonte de inspiração para os dias de hojeJames Kenneth Galbraith

