Diplô Online
É justo transformar tragédias reais em entretenimento?
A espetacularização da tragédia vai, aos poucos, sendo banalizada, e somente um agente ganha: a empresa proprietária do streaming
Wallace Armani critica a dominação capitalista nas organizações em ‘Por uma administração socialista’
A obra demonstra como a chamada “administração científica” é uma ferramenta de dominação que permeia todas as esferas da sociedade, das empresas às igrejas
O Brasil no coração do crime organizado transnacional
A militarização seletiva, somada à falta de inteligência integrada, produz o efeito inverso: fortalece as redes criminosas transnacionais
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Onde estão os intelectuais apaixonados?
Afinal, qual o papel do intelectual diante das dores coletivas e das opressões estruturais?
O desvario tarifário de Trump e a resposta do Brasil
Diante do silêncio, em resposta às tentativas de negociar, só resta ao Brasil retaliar, onerando na mesma proporção as importações de bens e serviços provenientes dos EUA – e na medida em que repercutam no mercado americano, venham eles conversar
O Brasil (de novo) fora do mapa da fome
O retrocesso vivido nesse intervalo reforça a necessidade de uma preocupação constante da sociedade brasileira com a questão
Ruh al-ruh (“Alma da minha alma.”)
Alma da minha alma.” O mundo ouviu essas quatro palavras e, nelas, um abismo — e um chamado. A história de Khaled e Reem tornou-se símbolo da humanidade inquebrantável de um povo que insiste em amar, resistir e sobreviver
A recolonização do mundo
O “Projeto Globalização” baseia-se em dois enunciados: o do “fim da História” (a “globalização feliz”) e o do “choque de civilizações” – este último explica que se a globalização não deu certo, isso se deve a “criminosos”, “inimigos da América”…Jean De Maillard
Uma cruzada em família
Em 1995, o cidadão Daniel Pipes, hoje assessor de Bush, acusou os islamitas de terem perpetrado o mega-atentado de Oklahoma. Os atentados de 11 de setembro o transformariam em profeta. Seu pai já contribuíra para criar o “Império do Mal”Dominique Vidal
A resistência segundo Ivan Illich
O famoso teórico Ivan Illich acaba de falecer, aos 76 anos de idade, em Bremen, onde lecionava na universidade. Publicava regularmente e fazia conferências no mundo inteiro. Sua obra, ardente, não podia ser resumida a slogans espetacularesThierry Paquot
Os bons e os maus patriotas dos EUA
As manifestações contra a guerra crescem, nos Estados Unidos. Enquanto os protestos contra a guerra do Vietnã tinham, de início, o apoio de uma pequena minoria da opinião pública, atualmente 37% dos norte-americanos opõem-se ao projeto de BushDaniel Lazare
Um convite desvantajoso
Dez países da Europa Oriental integrarão a União Européia, para o que receberão de seus “irmãos ricos” uma substanciosa ajuda financeira. Os países do Mediterrâneo (Tunísia, Marrocos, etc.) também foram convidados, mas receberão uma ajuda 300 vezes menor…Jean-Pierre Séréni
O outro lado dos Estados Unidos
Num mundo dominado pelo tacão implacável de uma potência com poderes ilimitados, é urgente que se conheça sua dinâmica interna, para identificar suas profundas contradições e os que estão fora de seu coro patriótico embrutecedorEdward W. Said
A decadência do fotojornalismo
Nos anos 60 e início dos 70, a simples divulgação de fotografias teve o poder de mudar o curso da história. Em contraste com essa época de ouro, o jornalismo visual contemporâneo inunda o mundo com cartões-postaisEdgar Roskis
A luta pelo pós-Saddam Hussein
Duas correntes discutem o futuro político do Iraque após a queda de Saddam Hussein: uma delas, a dos “pombos”, é a do Departamento de Estado e da CIA; a outra, dos “falcões”, é a do vice-presidente norte-americano e dos militaresIsam Al-Khafaji
Quem são, afinal, os reacionários?
Em mesas-redondas e palestras, intelectuais que se reivindicam “modernos” “debatem” questões “da sociedade”, como identidade, nação e autoridade. No fundo, porém, são os velhos “reformadores liberais” de sempre, e o “debate” é um monólogoSerge Halimi
A hora de buscar a paz
A três semanas das eleições legislativas, num clima de insegurança sem precedentes, com a economia descontrolada, o desemprego crescente a população cansada de guerra e deprimida, o grande favorito, segundo as pesquisas, é o general Ariel SharonAmnon Kapeliouk
Os tentáculos da segurança digital
O Sistema de Informações da União Européia é assustador. Mas os governos querem mais: pretendem integrar ao arquivo central do banco de dados fotografias, impressões digitais, impressões de DNA e dados biométricos de “estrangeiros indesejáveis”Jelle Van Buuren
O monopólio do livro
Com a aquisição da Vivendi Universal Publishing, o grupo Lagardère (Hachette) acaba de reforçar consideravelmente o poder, exercendo seu monopólio sobre os livreiros, sobre a imprensa, sobre as demais editoras e sobre os próprios autoresJanine Brémond, Greg Brémond
Tomando o petróleo de assalto
Um consórcio de empresas transnacionais constrói um imenso oleoduto que atravessa o Equador da Amazônia ao Oceano Pacífico. Por trás dessa gigantesca obra, está o intuito de privatizar os grandes campos de petróleo da estatal PetroecuadorFrançoise Barthélemy
Um "milagre" com pés de barro
Durante 15 anos, o regime de Ben Ali conseguiu, por meio de incontestáveis avanços na área social – o “milagre tunisiano” -, manter neutralizado qualquer tipo de oposição política. Com a profunda crise econômica, no entanto, o quadro começa a mudarSophie Bessis, Kamel Jendoubi
Os demolidores de liberdades
Um ano e meio após o temível ’Patriot Act’, o ’Domestic Security Enhancement Act’ é um projeto que fala por si mesmo: entre outros absurdos, exige o registro do DNA de estrangeiros suspeitos de delitos e de cidadãos norte-americanos suspeitos de terrorismoPhilippe Rivière
O impasse de Arafat
Idealizador e defensor ferrenho de uma solução baseada na existência de dois Estados (Palestina e Israel) vivendo em paz lado a lado, o dirigente palestino, cansado e trancado numa sala, lembra Rabin, “o único parceiro que realmente acreditava numa paz justa”Eric Rouleau
A Europa a serviço da Otan
A recente reunião de cúpula da Otan em Varsóvia deixou claras as mutações que ocorreram no pós-11 de setembro. Além da integração à Aliança de países do ex-Pacto de Varsóvia, os EUA reafirmaram a supremacia sobre seus aliados europeusGilbert Achcar
A razão do mais forte
Com o fim da guerra fria, os Estados Unidos adotaram o conceito de ’rogue States’ (Estados delinqüentes) para designar países que desafiam a sua hegemonia. Ao fazê-lo, no entanto, extrapolam do abuso do poder e tornam-se, eles próprios, um ’rogue State’Jacques Derrida
O exército, a grande incógnita
Desempenhando um papel fundamental na tomada do poder, em 1968, pelo Partido Ba?ath, o exército iraquiano foi progressivamente despolitizado até 1991, quando foi derrotado e humilhado na guerra do Golfo, rebelando-se contra o regimeFaleh A. Jabar
Um golpe a mais no mundo árabe
Depois de quatro séculos de dominação turca, o mundo árabe (“Do Golfo ao Atlântico”) passou à dominação anglo-francesa que o retalhou em Estados-nação. Hoje, a onipotência embriagada de Bush ameaça acabar com ele de uma vez por todasSelim Nassib

