Milei e os ataques à cultura: implementando o roteiro da extrema direita
Milei ataca o mundo da cultura, baseado na sua compreensão limitada da liberdade – uma liberdade autoritária e ultra individualista

Milei ataca o mundo da cultura, baseado na sua compreensão limitada da liberdade – uma liberdade autoritária e ultra individualista
Poder remunerar os funcionários com leite ou carne? A “liberdade” conforme entendida pelo novo presidente argentino, Javier Milei, encanta o setor privado, mas seduz menos os eleitores que acreditaram em suas receitas para acabar com a crise. Estes descobrem o significado de sua promessa de “erradicar a casta”: servir à oligarquia. Entre as ruas e o homem da motosserra, a batalha está apenas começando
Nossos tempos comportam vertiginosos contrastes: impulsos utópicos de projetos políticos redentores, a violência inerente a eles e a voracidade do mercado neoliberal com sua lógica implacável de desagregação social
O que o presidente recém-eleito Javier Milei pretende ao remontar um passado idealizado da Argentina? Ele explicitamente ignora as reivindicações sociais e as lutas políticas dos próprios imigrantes que impulsionaram a economia no século XIX. E defende uma reinserção subalterna ao que agora se chama de cadeias globais de produção. No entanto, as conjunturas de 130 anos atrás não voltam mais
Gastando perto de 2% do PIB na campanha por meio de isenção de impostos e concessão de benefícios temporários aos setores empobrecidos, movendo a máquina eleitoral a todo vapor e promovendo uma estratégia internacionalizada de marketing de causar inveja, Massa teve de reconhecer que o triunfo do primeiro turno não passou de uma vitória de Pirro
A democracia pouco madura somada aos problemas econômicos atuais podem explicar a busca por uma saída que evoca um certo messianismo
Perspectiva de mudança tinha um apelo próprio e mobilizava os afetos de indignação e esperança de uma população que enfrentou muitas adversidades nos últimos anos
Confira uma seleção de artigos do Le Monde Diplomatique Brasil sobre Javier Milei, o novo presidente da Argentina
A derrota do peronismo de estética clássica para o libertário fanático esotérico mergulha a Argentina num caos de problemas do passado jamais resolvidos
Candidatura à Presidência argentina representa uma faceta importante da extrema direita sul-americana e tem como um de seus pilares movimentos de cunho neoconservador e autoritário
Afundada na dívida externa, a Argentina enfrenta uma inflação estrutural que mergulhou grande parte da população no desemprego e na pobreza. Diante do fracasso dos peronistas, os eleitores parecem inclinados a se voltar para a direita autoritária nas eleições de 22 de outubro: seja a clássica, representada por Patricia Bullrich, ou a mais radical, personificada por Javier Milei
Em ano eleitoral argentino, discursos ultradireitistas ecoam como um coro de desinformação, alimentando-se da retórica da “liberdade” e promessas simplistas que supostamente resgatarão o país da crise