Programação do II Simpósio Direitas Brasileiras – “Bolsonaro no poder”
Seminário virtual tem transmissão ao vivo em youtube.com/diplobrasil, entre 1º e 10 de junho

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Por qual motivo, porém, retomar Shakespeare no Brasil atual? Talvez seja essa uma pergunta desnecessária, uma vez que a posteridade comprovou que Shakespeare é atemporal. Ou seja, em qualquer momento ele pode ser utilizado para pensar os nossos dias. Shakespeare foi um mestre da linguagem e por meio dela dominou a eternidade. Soube adentrar na alma humana profundamente, nos deixando um legado permanente para errar, mesmo com seus já antigos avisos.
Não se trata apenas de ideologia de direita, mas também de um projeto de Brasil, germinado no seio das elites. São saudosistas antipovo e antipluralidade, que não imaginam a coexistência dos sujeitos na sociedade senão por meio do autoritarismo ou pela produção de desigualdades. Se há saída para este imbróglio em que nos metemos, ele passa pela mobilização popular, mas não só.
“Populista de direita”, amante das provocações, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é por vezes apresentado como um “Trump tropical”, com quem ele partilha a imprevisibilidade. Mas sua ação não se resume às suas escorregadas, ela se baseia na ideologia formulada por um guru que por muito tempo permaneceu discreto
Bolsonaro não se aliou ao EUA, se aliou a um líder que hoje está acuado pelos norte-americanos acusado de abuso de poder e intimidação e agora, pela abertura do processo de impeachment anunciado pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi, ocorrido no mesmo dia em que Trump discursava na Assembleia Geral da ONU.
A superexposição do presidente em roupas hospitalares, com fios e tubos entrando em sua boca ou pelo nariz, pode denotar uma estratégia de vitimização. Contudo, este artigo propõe lançar luz sobre um aspecto menos evidente dessa sua forma de aparição pública. Uma pequena intuição me sugere que a estética mórbida de Bolsonaro encontra uma ressonância na ideologia destrutiva do neoliberalismo.
Tocar fogo na democracia e nos seus valores deixam duas alternativas: o fechamento do regime ou sua reabertura para horizontes redemocratizantes. Esse é o tabuleiro do jogo. Não há peças neutras. É preciso um mapa para no qual fique evidente quem atua para a consolidação do autoritarismo bolsonarista. Ele e seu clã não são os únicos responsáveis.
Como a disputa pela Procuradoria-Geral da República ilustra o desmonte de um processo de fortalecimento institucional do Brasil
O ensaio provocativo de Sérgio Buarque põe o dedo na ferida ao expor o dilema. Neste sentido, o “raízes” do título pode dar margem a equívocos. Não é obra de história, mas que sobre a história se debruça, de maneira elíptica e sintética, para apontar algumas tensões da sociedade brasileira na sua difícil tarefa de construção da nação. Por isso, ele a escreve sem formalismos, como quem pensa em voz alta.
O governo alimenta e sustenta o proibicionismo, que alimenta e sustenta o governo, seus integrantes e sua base social. Cabe a nós, que prezamos a vida, e não o dinheiro e a morte, defender e aprofundar o legado dos avanços conquistados, independentemente de quem esteja no poder
O poder das milícias ultrapassa a gestão de mercados e desemboca no acesso ao poder político. O controle territorial se converte em poder político. Uma área dominada por milícias também se tornar um nicho eleitoral, ou um curral eleitoral, para retomar um conceito fundamental de um precedente histórico importante para que se compreenda das milícias. As áreas de milícias são também celeiro para a emergência de lideranças que alcançam posições para cargos eletivos e capital político importante para candidatos que pretendam beber dessa fonte de poder.
Começamos muito mal. Muito. Muito. O básico é deixado de lado, o necessário é deixado de lado