Cis-hétero-bolsonarismo
Eis o cis-hétero-bolsonarismo: contradições funcionais, configurações ditatoriais e uma boa pitada de ressentimento, que serve como mobilizador dos afetos da “classe média”.

Eis o cis-hétero-bolsonarismo: contradições funcionais, configurações ditatoriais e uma boa pitada de ressentimento, que serve como mobilizador dos afetos da “classe média”.
A identidade social com um determinado grupo é amplificada ao incluir uma identidade moral com atribuição e julgamento de certo e errado
Bolsonaro quer impedir qualquer combate ao legado escravista e, ao mesmo tempo, busca preservar todos os benefícios jurídicos, econômicos e políticos construídos para os brancos por meio da escravidão
Decretar o início da morte do fenômeno social que alçou Bolsonaro é uma postura equivocada e despreocupada
A entrada de Bolsonaro na disputa municipal de Fortaleza ocorreu no início de outubro. Em live transmitida no dia 8, o presidente afirmou: “Em Fortaleza tem um capitão lá. Se Deus quiser vai dar certo, já está na frente”, numa clara referência ao Capitão Wagner, que despontou em primeiro lugar nas pesquisas
Desde o fortalecimento da extrema direita, a partir de 2016, os embates em favor da democracia se fizeram urgentes. Contudo, a agenda política progressista parece não ter dado a devida importância às conexões entre a questão municipal, a questão democrática e as políticas urbanas
O Bolsonarismo é o movimento que melhor encarnou a desconfiança e a vontade disruptiva de superar uma ordem que se esgota a cada dia. E o fez não simplesmente em função de seu espírito reacionário e violento. Mas porque se propôs a entender e se comunicar com os sentimentos das pessoas comuns
Contamos e comparamos palavras expressas nas manifestações públicas do 38º presidente do Brasil entre 12 de março e 28 de maio
Seminário virtual tem transmissão ao vivo em youtube.com/diplobrasil, entre 1º e 10 de junho
Por qual motivo, porém, retomar Shakespeare no Brasil atual? Talvez seja essa uma pergunta desnecessária, uma vez que a posteridade comprovou que Shakespeare é atemporal. Ou seja, em qualquer momento ele pode ser utilizado para pensar os nossos dias. Shakespeare foi um mestre da linguagem e por meio dela dominou a eternidade. Soube adentrar na alma humana profundamente, nos deixando um legado permanente para errar, mesmo com seus já antigos avisos.
Não se trata apenas de ideologia de direita, mas também de um projeto de Brasil, germinado no seio das elites. São saudosistas antipovo e antipluralidade, que não imaginam a coexistência dos sujeitos na sociedade senão por meio do autoritarismo ou pela produção de desigualdades. Se há saída para este imbróglio em que nos metemos, ele passa pela mobilização popular, mas não só.
“Populista de direita”, amante das provocações, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é por vezes apresentado como um “Trump tropical”, com quem ele partilha a imprevisibilidade. Mas sua ação não se resume às suas escorregadas, ela se baseia na ideologia formulada por um guru que por muito tempo permaneceu discreto