Questão abandonada, conflito aberto
Queira-se ou não, a desigualdade territorial é uma questão de justiça democrática que o Chile terá de enfrentar

Queira-se ou não, a desigualdade territorial é uma questão de justiça democrática que o Chile terá de enfrentar
Santiago revela-se em camadas de história, paisagem e som. Entre a Cordilheira dos Andes e as marcas da ditadura, a capital chilena constrói sua identidade pela música, do ancestral andino ao pop contemporâneo, transformando memória e resistência em trilha sonora urbana
O governo de José Antonio Kast representa riscos para o sistema científico e tecnológico do Chile, a partir de sua agenda de austeridade fiscal e reestruturação estatal. Ao estabelecer um paralelo com o “cienticídio” em curso na Argentina sob Javier Milei. A ofensiva ultraliberal na região promove um desmonte deliberado da ciência pública, tratando-a como custo e não como bem comum. A defesa da ciência como pilar da soberania e do desenvolvimento social exige mobilização política e a construção de um projeto alternativo, articulado às lutas democráticas mais amplas na periferia do capitalismo
A eleição é um marco, confirmando a perda das duas coalizões que dominaram a política chilena nos trinta anos após o fim da ditadura do general Augusto Pinochet e o retorno à democracia
Desde a revolta popular de 2019, que abalou o governo de direita da época, o Chile passou por várias consultas para substituir a Constituição herdada da ditadura – sem sucesso –, e a esquerda comandou o Palacio de La Moneda. Cinco anos após esse evento histórico e às vésperas de novas eleições, o que restou do estallido social?
Após fracasso em duas constituintes, o presidente Gabriel Boric tenta reformar a Constituição de 1980
Com a crise de abastecimento causada pelas greves e paralisações patronais, os operários dos cordões industriais em articulação com a população de suas respectivas regiões foram responsáveis por estruturar e organizar um novo sistema de relações comerciais para neutralizar o efeito da crise sobre a população
Após Augusto Pinochet violentamente tomar o poder, discute-se como essa ruptura foi boa (e ruim) aos planos da Ditadura Militar Brasileira
A celebração do quinquagésimo aniversário do golpe de 1973 no Chile traz novamente à discussão a ideia do perdão enquanto categoria moral que, quando aplicada à política, carrega conotações e efeitos que vão muito além do âmbito interpessoal e voluntário
A política indígena do governo Boric terá destaque com a comemoração dos duzentos anos do Parlamento de Tapihue, em 2025. Até essa data, espera-se alcançar uma solução que começará a ser desenvolvida pela “Comissão de Paz e Entendimento”, lançada pelo presidente em junho para estabelecer as bases para uma solução em questões de terras e reparação para as comunidades mapuche das regiões de Biobío, La Araucanía, Los Ríos e Los Lagos
De um lado, um antigo médico, as urnas e a democracia. Do outro, um general golpista, metralhadoras e a ditadura. Entre os protagonistas de 11 de setembro de 1973, a memória chilena deveria ser capaz de escolher facilmente um dos lados. No entanto…
No fatídico aniversário de cinquenta anos do golpe de Estado contra o governo de Salvador Allende, este texto descreve a repressão sofrida pelas Ciências Sociais no Chile e, sobretudo, as ações de solidariedade internacional, fruto de relações pessoais e acadêmicas estabelecidas nas décadas pretéritas