Intersecções do comer em sociedade
As Cozinhas Solidárias do MTST são espaços de intersecção entre a cozinha, as pessoas e o território e promovem uma rede de aprendizagem que ressignifica a relação com a comida

As Cozinhas Solidárias do MTST são espaços de intersecção entre a cozinha, as pessoas e o território e promovem uma rede de aprendizagem que ressignifica a relação com a comida
Solidariedade, responsabilidade: palavras que ganharam forte atualidade para sublinhar o que é devido aos menos privilegiados – os “vulneráveis” – em nome da igualdade imperfeita e do desejo de corrigir as injustiças. Viver juntos envolve assim prestar atenção aos sentimentos de cada pessoa. Mas o sentimento permite fundar uma norma coletiva?
Conhecemos a estratégia dos pais que escolhem o local de moradia de forma a direcionar seus filhos para as melhores escolas. Nos Estados Unidos, as prefeituras estão invertendo a lógica. Preocupadas em atrair populações ricas para centros urbanos em geral pobres, elas destroem algumas escolas para construir outras, tentando dopar a “oferta escolar” nessas regiões
Ao lidar com a condição de insegurança alimentar distribuindo refeições gratuitas, as cozinhas promovem o caminho para a segurança alimentar, garantindo que parcela importante da população tenha acesso regular a alimentos de qualidade
Regulação das big techs é necessária, deve preservar a liberdade de expressão e precisa ser feita a partir de debate amplo e plural com a sociedade
Famílias vulneráveis são pegas num “paradoxo”: a insegurança alimentar cresce junto com a produção de commodities na região
Propriedade de mídias são geridas por famílias de políticos milionários que perpetuam seu poder através dos crimes contra o patrimônio público e fortalecimento do discurso de ódio e desinformação
A segregação residencial tem a ver com o poder dos grupos em ocupar de formas desiguais os espaços nas cidades. Essas desigualdades se manifestam tanto na localização da moradia quanto em relação à infraestrutura, aos equipamentos de educação, cultura, lazer e saúde, à mobilidade, à paisagem e ao bem-estar urbano em geral
Desde a década de 1980, quando a racionalidade neoliberal foi se impondo enquanto dominante, o estado de crise deixou de ser um fenômeno pontual e abrupto e tornou-se permanente. As crises passaram a justificar a afirmação da racionalidade neoliberal de redução do tamanho do Estado, destruição de direitos e de políticas sociais, aprofundando a concentração de riquezas ao redor do globo
O “Bus rapid transit” (BRT) do Rio de Janeiro é um exemplo claro de como o financiamento de projetos de transporte público não tem o bem-estar da população pobre em mente — mesmo quando executado legalmente
Confira o artigo de Raquel Rolnik, incluído na coletânea “20 anos de Estatuto da Cidade: experiências e reflexões”, organizado por Edésio Fernandes e publicado pela editora Gaia Cultural, em 2021
Estudos do LabCidade e do Instituto Pólis mostram a desigualdade ignorada no combate e na imunização da população do município. Áreas mais nobres tem maior percentual de pessoas vacinadas