Você com um smartphone na mão é um bicho feroz…*
Estamos dando ao ódio uma dimensão muito maior do que a que ele realmente tem

Estamos dando ao ódio uma dimensão muito maior do que a que ele realmente tem
Demandas empresariais como prontuário único, organização de regiões de saúde e coordenação do cuidado pularam, sem mediação, das páginas de documentos de grandes grupos econômicos setoriais para as de partidos políticos. O que não entrou na agenda empresarial foram as associações causais entre saúde e desigualdade
Escola sem Partido, militarização dos colégios estaduais e entrada do grande capital na rede privada. O que importa é que, ao contrário dos filhos das famílias mais ricas, os jovens pobres estejam sujeitados à disciplina mais restrita, aquela necessária a quem vai se inserir na sociedade em posição subalterna
Bolsonaro e Daciolo são perigosos pelo seu potencial de minar a democracia pelos signos que oferecem aos fanáticos, atuando no campo das fantasias direitistas
Tornou-se corriqueiro ouvir dizer que na ditadura não houve tortura, que Hitler era de esquerda e outras bobagens do tipo. E a melhor forma de divulgar esse conhecimento espúrio é através de memes. Não causa surpresa que de acordo com pesquisa desenvolvida na Unicamp (ICHSA), observou-se que “os memes de tendência ideológica de direita são os que mais se propagam”.
Em um estado muito pobre como a Louisiana, manchado por vazamentos de petróleo, a maioria da população vota em candidatos que combatem os benefícios sociais e a proteção ambiental. Socióloga, Arlie Hochschild investigou esse paradoxo. Meses depois da publicação de seu estudo, Donald Trump ganhou com ampla vantagem as eleições na Louisiana
O discurso “responsável” do centro teve um apelo nulo, enquanto as incongruências da direita começaram lentamente a cavar espaço na mídia convencional. A verdadeira funcionalidade do malabarismo discursivo direitista não é só desmoralizar a política e, assim, conquistar um voto de protesto. Trata-se de representar eleitoralmente a última ideia de uma sociedade moribunda: o Estado policial democrático
Frente às eleições deste ano, qual o programa que vai ser defendido pela direita, pelas elites, na campanha eleitoral que se inicia? Quais serão suas propostas para enfrentar o desemprego e o subemprego de 26 milhões de brasileiros; para combater a pobreza que aumenta com as políticas de austeridade; a perda de nossa soberania?
Em verdade, essa ascensão dos militares pode ser ilustrativa de uma saída da política que nunca existiu. Apesar de contarmos 32 anos sem intervenção direta, as Forças Armadas jamais recuaram do controle do instrumento de dominação social e política por excelência do Estado moderno
O objetivo da primeira edição do Simpósio Direitas Brasileiras (Da redemocratização ao Governo Temer) é discutir as ideologias e o comportamento político dos atores de direita e de suas bases no país desde a redemocratização. O evento contará com quatro grupos de trabalho, nos quais serão discutidos artigos apresentados por pesquisadores/as de diversas instituições e campos disciplinares, além de seis mesas redondas com especialistas que debaterão tópicos mais amplos sobre a atuação das direitas
Impor sua agenda no debate público, levar a batalha cultural paralelamente ao combate político: na Alemanha, como em outros lugares, as formações nacional-conservadoras se aplicam em preencher essa dupla tarefa. Isso passa pela criação de revistas, editoras e jornais. É o caso do Junge Freiheit, semanário que conheceu um crescimento fulgurante nos últimos anos Rachel Knaebel
Em 2011, o movimento Occupy Wall Street se construiu em torno de uma ideia, um slogan: “Temos em comum o fato de sermos os 99% que não toleram mais a avidez e a corrupção do 1% restante”. Diversos estudos acabavam de demonstrar que a quase totalidade dos ganhos da recuperação econômica tinha beneficiado o 1% dos norte-americanos mais ricos. (escute o artigo na versão original)