Morte de JK pela ditadura reafirma método de assassinatos políticos
O silenciamento e apagamento das perseguições políticas foram uma forma de retirar a culpa dos agentes do estado dos crimes cometidos

O silenciamento e apagamento das perseguições políticas foram uma forma de retirar a culpa dos agentes do estado dos crimes cometidos
No filme, todos os militantes têm clareza de que a anistia era uma medida extrema de sobrevivência, ainda que implicasse o custo da impunidade dos torturadores da ditadura
De forma mais ou menos sutil, Kleber Mendonça Filho quer deixar claro que o filme trata de uma história corrente na época retratada – a ditadura –, embora a forma de contá-la seja por meio da ficção. Em períodos ditatoriais, a fala fica cortada, cabendo à ficção o papel de transmitir a experiência do terror aos contemporâneos e aos descendentes
Cinquenta anos depois, a homenagem que lotou novamente a Catedral da Sé em 25 de outubro é o reconhecimento de que a democracia não sobrevive sem memória
No Dia Nacional de Luta pela Democratização da Comunicação, refletimos sobre a experiência histórica dos jornalistas do PCB, tema de documentário em produção
Como narrar o trauma familiar da violência de Estado?
No mês passado, o Brasil passou por mais um aniversário do golpe de 1964. Infelizmente, nos últimos anos, essa data se tornou mais do que objeto de memória e virou parte central da disputa política que vai definir os rumos da nossa República.
Seis décadas depois do ano em que a democracia brasileira caiu, o presidente Lula fala sobre a sobrevivência da Nova República, frente aos ataques da nova cara do golpismo
Não há lugar, portanto, para reivindicar “anistia nunca mais”. Enquanto lutamos por democracia, por um mundo de igualdade e justiça social, precisamos ter anistia. Não devemos repetir palavras de ordem que confundem e não orientam no sentido de construir a democracia, as liberdades políticas e a dignidade das pessoas humanas.
A conquista da posição tão almejada – leia-se, a presidência da República – fez de Bolsonaro o protagonista de uma sucessão interminável de atos inconscientes que o conduziam à sua própria destruição política
No dia 8 de julho, Gildo Macedo Lacerda teria completado 71 anos. Não tivesse sido assassinado pelo Exército brasileiro em outubro de 1973. Sua esposa, a jornalista Mariluce Moura, então grávida de pouco meses, relembra o período, quando também foi presa e torturada, e questiona: por quê?
Se hoje dizem que a memória da ditadura civil-militar brasileira ainda está em processo de revelação, o trabalho de artistas é uma das fontes primordiais de informação sobre uma época de vestígios apagados. Para além da romantização da profissão, artistas têm uma responsabilidade social para com seu tempo e seu espaço. Na conjuntura atual, é preciso que haja arte para fortalecimento da resistência e para produção de evidências que um dia serão elucidativas da história. E é por isso que as artes são atacadas. É perigosa demais. É revolucionária demais. É necessária demais.