José Trajano: um operário do jornalismo
Crítico dos novos tempos na profissão, o carioca fala sobre ódio nas redes sociais, decadência da cobertura esportiva e atuação do Brasil na Copa do Mundo da Rússia

Crítico dos novos tempos na profissão, o carioca fala sobre ódio nas redes sociais, decadência da cobertura esportiva e atuação do Brasil na Copa do Mundo da Rússia
Em um estado muito pobre como a Louisiana, manchado por vazamentos de petróleo, a maioria da população vota em candidatos que combatem os benefícios sociais e a proteção ambiental. Socióloga, Arlie Hochschild investigou esse paradoxo. Meses depois da publicação de seu estudo, Donald Trump ganhou com ampla vantagem as eleições na Louisiana
Esta eleição se diferencia de outras da Nova República porque terá um aspecto central: a restauração de uma concepção pública de Estado em contraposição à forma privada hegemonizada pelo mercado financeiro que se instalou depois do impeachment
A esquerda norte-americana encontra aliados inesperados em sua luta contra Donald Trump: os serviços de inteligência. Em guerra aberta contra o atual presidente, a quem acusam de conluio com a Rússia, estes não hesitam em se apresentar como a última trincheira da democracia. É preciso, contudo, ser acometido de amnésia para aceitar tal discurso…
Sabemos que a corrida eleitoral vai ser acirrada. Não tanto pelos candidatos fortes que temos, mas muito mais pelas disputas narrativas empreendidas por seus eleitores e os inúmeros veículos de comunicação. A arena certamente será o WhatsApp, que vem se tornando também importante substituto de veículos tradicionais de comunicação
Há mais de um ano a imprensa norte-americana se esforça para demonstrar, sem elementos comprobatórios, que o presidente dos Estados Unidos deve sua eleição às fake news fabricadas por Vladimir Putin; Macron parece tomado pelo mesmo tipo de obsessão, a ponto de esperar conjurá-la por um dispositivo tão inútil quanto perigoso.
Frente às eleições deste ano, qual o programa que vai ser defendido pela direita, pelas elites, na campanha eleitoral que se inicia? Quais serão suas propostas para enfrentar o desemprego e o subemprego de 26 milhões de brasileiros; para combater a pobreza que aumenta com as políticas de austeridade; a perda de nossa soberania?
Por muito tempo, os Estados toleraram todas as infrações cometidas pelas indústrias digitais, seja em termos de fiscalização, propriedade intelectual ou vida privada. Era preciso ser “rápido e quebrar coisas”, nas palavras de Mark Zuckerberg. Mas a correlação de forças mudou. A questão não é mais saber se a atividade desses grupos será regulamentada, mas como
Um regime de não democracia não pode prescindir de eleições, pois, se assim fosse, se tornaria uma ditadura. Convém lembrar que até mesmo o regime militar de 1964 manteve um nível de eleições. Ademais, não realizar eleições implicaria abrir as portas para um contexto de pressão internacional que tornaria o regime de não democracia insustentável
Pela leitura dos acontecimentos, aqui levanto uma hipótese: a caracterização de um momento de ameaça às instituições, de violência aberta, poderia ser uma justificativa para levar o Congresso a adiar as eleições até que o país entre em normalidade institucional. Suspender as eleições é um risco, pois a população pode reagir, mas para os que se apossaram do poder é um risco calculado, que vale a pena correr para impedir o PT de ganhar as eleições.
Eleições só podem ocorrer com a resolução de duas equações: primeiro, a existência, com chances de vencer, de um candidato à Presidência proveniente do consórcio golpista; segundo, um Congresso majoritariamente igual ao atual ou pior que ele, cujo financiamento privado proveniente de interesses privatistas e do grande capital seja majoritário em número de parlamentares
O aparente triunfo de Nasralla representa ao mesmo tempo o fim da hegemonia imposta pelo Partido Nacional com o controle das Forças Armadas e meios de comunicação e o retorno ao governo do ex-presidente Manuel Zelaya, deposto por um golpe de estado em 2008