Eleições 2026: democracia ou barbárie
Em meio à polarização política e à pressão internacional, as eleições de 2026 colocam em disputa não apenas projetos de governo, mas os próprios rumos da democracia brasileira

Em meio à polarização política e à pressão internacional, as eleições de 2026 colocam em disputa não apenas projetos de governo, mas os próprios rumos da democracia brasileira
A transformação urbana real depende da retomada da mobilização social e da disputa direta pelo controle do orçamento e do território
Mudanças demográficas da população impactam diretamente as preferências eleitorais e as estratégias de campanha dos candidatos
Até meados da década de 1960, a Indonésia abrigava um dos maiores partidos comunistas do planeta. Hoje, três décadas após o fim da ditadura reacionária de Suharto, a esquerda ainda luta para renascer no país. Se a repressão atingiu duramente e enfraqueceu de forma duradoura as organizações progressistas, o recuo também se deu em outro terreno: o da ideologia
Lula se mostra à altura da tarefa de mostrar o que a esquerda pode ser e como ela pode recuperar vigor através de pautas populares
O mundo utópico das esquerdas passou a ser a defesa de democracias participativas e distributivas, instaladas em estados capitalistas.
Parte da esquerda continua insistindo em uma política morna, confiando somente na correlação de forças e nas negociações internas das instituições. Esse modelo até foi possível no início dos anos 2000, mas, desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, demonstra-se completamente equivocado
A enxurrada de decisões tomadas pela Casa Branca cerceando liberdades, aliada ao apoio de oligarcas da tecnologia seduzidos pela extrema direita, provoca estupor e pavor entre os liberais europeus. Por não conseguirem conceber uma resposta ou mudar de rumo, eles esperam que seus críticos de esquerda venham mais uma vez socorrê-los politicamente. Esse desejo será atendido?
por que imaginar que não virão novos 2013, novos 2017, com milhões de trabalhadores e estudantes mobilizados, tomando novamente as grandes avenidas do país, como sempre fizeram ao longo da história, já que o povo jamais sucumbiu calado?
Assim como há uma parcela da esquerda moderada que exagera o sentido dos duelos nas “alturas” que são agigantados pela mídia burguesa, há uma parcela da esquerda radical que desvaloriza o significado da luta entre frações da classe dominante que ocorre no teatro institucional
O retorno de Trump traz para a esquerda latino-americana a necessidade de se questionar como oposição ao espectro do libertarianismo conservador que está emergindo do Norte para exercer força no Sul global
As transformações contemporâneas no capitalismo estão a desafiar a luta social: a hipercentralização da propriedade capitalista em agentes financeiros