Estados Unidos
A guerra das terras-raras vai acontecer?
Enquanto parecia ter o monopólio das terras-raras, recurso indispensável para a fabricação de produtos de alta tecnologia, a China importou mais do que exportou. Mas será que algo realmente mudou, considerando que seus clientes continuam tão dependentes da produção chinesa quanto antes? Ademais, Pequim segue ameaçando os Estados Unidos com a interrupção das entregas
Os populistas norte-americanos contra o lobby dos médicos
A negligência de Donald Trump e Jair Bolsonaro diante da crise sanitária reforçou a ideia de que os “populistas” seriam hostis à ciência, particularmente a médica. A história dos Estados Unidos e a do Canadá lembram o contrário: os populistas lutaram para democratizar o saber e a saúde, enquanto as corporações de médicos trabalham para reservá-los aos ricos
Um país crivado por homicídios policiais
Nos Estados Unidos, a garantia da ordem é uma prerrogativa local. Como então explicar que uma cidade progressista como Minneapolis seja palco de repetidas atrocidades policiais racistas? Portadoras de um pesado passivo em termos de violência contra pessoas negras, as polícias desfrutam de uma impunidade quase total – pelo menos até a morte de George Floyd
Três hipóteses geopolíticas para o pós-pandemia
A brutal desaceleração da economia mundial por causa da pandemia obriga as grandes potências a repensar suas estratégias industriais e comerciais. Muitos países, incluindo os EUA, continuarão seus esforços para se tornarem menos dependentes da China. As reconfigurações que se anunciam não estarão isentas de tensões geopolíticas, e as que se estabelecem entre Washington e Pequim estão entre as maiores
Nos Estados Unidos, “no fundo, nada vai mudar”
Nenhum país conta tantas vítimas de Covid-19 – mais de 100 mil em maio – quanto os Estados Unidos. Além disso, a falta de uma rede de proteção médica e social provoca uma crise que não se via há um século. Em ano eleitoral, esse quadro poderia provocar um terremoto político. Entretanto, a reeleição de Trump não está descartada, e seu rival apenas ambiciona um retorno à era Obama
Cuba resiste
A população tem consciência de que o governo tudo faz para contornar as dificuldades e que a culpa das carências é do bloqueio.
Destruir Teerã ou conter Pequim?
Por que Donald Trump ordenou o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani? Quem ele consultou antes de se envolver nesse projeto perigoso? Sua decisão não foi unanimidade em Washington. Os falcões anti-iranianos são contrários porque para eles o Oriente Médio é um front secundário que desvia o país de seu principal problema: a Ásia e a China
No Iraque, a dança do sabre entre Estados Unidos e Irã
A febre baixou entre Washington e Teerã, mas os enfrentamentos podem reacender a qualquer momento por causa das manifestações no Irã, do calendário eleitoral norte-americano, do estado de desenvolvimento do programa nuclear da República Islâmica… ou simplesmente porque a rivalidade oferece fundamentos que organizam os dois países
A Otan, até quando?
Hoje, a União Europeia possui uma maioria de Estados que participaram das aventuras imperiais dos Estados Unidos; repercute a interferência de Washington na América Latina; finge se opor aos caprichos do governo Trump, mas volta para a fila assim que este ameaça puni-la.
Washington contra Pequim
A China sucede assim o “Império do Mal” soviético e o “terrorismo islâmico” como adversário prioritário de Washington. Mas, diferentemente da União Soviética, ela dispõe de uma economia dinâmica, com a qual os Estados Unidos registram um déficit comercial abissal.
Na estrada, policial é rei
Uma interminável fita de asfalto desenrolada em direção ao horizonte: contrariamente ao que sugere a romântica imagem da estrada norte-americana, poucas atividades são tão controladas quanto dirigir. Hoje, muitos motoristas contestam os radares de veículos; eles imaginam ser mais fácil escapar de agentes de carne e osso. Mas essa indulgência não está garantida a todos…

